Archive for the 'suíça' Category

Festa que não acaba mais!

Aniversário é para ser comemorado, certo? E levei ao pé da letra!

5 dias de festa e curtição! Muitos amigos, bares, lugares, rodadas de cervejas, drinks, comida boa, música, capirinha…

Como a chuva durou todo o fim de semana, o salto de pára-quedas acabou sendo adiado. Mas em breve, assim que tiver um dia livre, vou lá me jogar!

Os planos mudaram um pouco, mas não deixaram de ser irados. Sexta agora estou partindo com a esposa para um fim de semana em Barcelona! PERFEITO!

Meu amigo Romero em Barça!

Um lugar que sempre sonhei conhecer, será minha primeira vez na terra das touradas.

E, como sempre, passarei para postar as aventuras por aqui!

Agora é trabalhar mais 3 dias e depois curtir o belo estresse de viajante!

Obrigado pelos parabéns, pela força e pela visita!

Abraço, beijo e paz!

Michel

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aniversário quase chegando

Na próxima segunda ( 21/07/08 ) faço 28 anos. Idade estranha… nem a inconseqüência dos 20 e nem a neura dos 30. Se bem que fiz um teste esses dias que dizia que a minha idade mental era de 23 anos. Acho que o teste estava errado, deve ser muito menos…

Muita gente passa o aniversário angustiado, esperando pelos parabéns, mesmo sem nem ter falado em que dia era. Eu falo, lembro e relembro. Não pelo presente, até porque não ligo, mas pela companhia, pela festa.

Faço pelos amigos do Brasil que me ligam, pela família que manda o carinho, pelas mensagens na internet e quem sabe até aqui no blog. Estou numa fase legal, sem a depressão da juventude e sem as preocupações de um homem de negócios / pai de família.

No meu primeiro ano de casado, de blog, de Suíça, de trabalho na GE… apago as 28 velinhas feliz e saudoso do Brasil e da minha grande “família”. Felizmente meus irmãos estiveram por aqui e alguns amigos estão visitando também.

O Blog tem crescido. Tenho alguns amigos/leitores e espero que continue sempre assim! Um trabalho por prazer, sem remuneração ou ganância. Faço na boa…

Agora você pergunta: Qual será a aventura?

Me presentearei com um salto de pára-quedas aqui na minha cidade!! Se o clima tiver bom e der tudo certo será amanhã, senão, muito em breve… e volto para compatilhar com vocês as imagens dessa festa nas alturas!!!

Muita paz e valeu pela força de sempre!!!

Michel

Qualquer tipo de trabalho merece respeito

Você já se imaginou trabalhando lavando prato em um restaurante, como ajudante de cozinha? E, além do mais, sonhando em algum dia ser promovido à garçom ou chef?

Para muitos é uma coisa absurda e imposível no Brasil, além de existir ainda o preconceito com quem faz esse tipo de trabalho.

Mas, quando a escolha é outro país, muita gente (como eu) acaba atrás da pia de um restaurante lotado, levando esporro do gerente, tentando dar conta de milhares de pratos e panelas.

Se no Brasil o salário é baixíssimo, no exterior já é o suficiente para pagar as contas e ainda economizar. E conheci muita gente que trabalhou anos como ‘kitchen-hand’ (ou ajudante de cozinha) e nunca não se arrependeu.

Alguns outros têm até vergonha de falar que tiveram um trabalho assim. Mas a grande maioria fala na boa e ainda passa a valorizar quem faz esse tipo de trabalho na volta ao Brasil.

Não só esse tipo trabalho, como também garçom, faxineiro, barman, recolhedor de copos, ajudante de pedreiro, segurança e tantos outros. Eu já passei por alguns destes e hoje sei bem como é dura a vida de quem depende de um trabalho assim para viver.

Eu tive muita sorte (graças também ao meu Pai que insistiu para acabar a faculdade) de encontrar um trabalho na minha área no exterior. Mas, para tantos, não existe escolha.

Basta saber aproveitar e valorizar o dinheiro no bolso no fim do mês. Afinal, existem poucas coisas na vida piores do que ficar desempregado. E qualquer tipo de trabalho merece respeito.

Michel P. Zylberberg
https://rodandopelomundo.wordpress.com

Leia mais sobre trabalho no exterior, viagens e muito mais:
Destaques

Resquícios do inverno

Até a poucos dias atrás me lembro que ficava com raiva de saber que o verão brasileiro estava no auge e eu aqui congelando na Europa. Logo eu que passei 27 anos de calor e carnaval, agora devia me contentar com tímidos raios de sol.

Mas não foi tão ruim quanto imaginava. Porque no Brasil eu morava no sul de Minas, em um vale e no inverno fazia tanto frio que muitas vezes se aproximava com o frio daqui. Mas no Brasil o frio é diferente, eu sentia mais.

Aqui todas as casas tem aquecimento em todos os cômodos, prédios com aquecimento central e temos roupas apropriadas. O banheiro é sempre aquecido e um banho quente cai sempre bem. No Brasil eu fugia do banho porque além de pouca, a água não dava conta de esquentar o corpo que congelava. E os casacos e roupas em geral não eram feitas para proteger realmente do frio.

Mas no Brasil temos uma vantagem grande, mesmo com o frio, temos quase sempre sol em boa parte do dia. Aqui não, no auge do inverno o sol custa a aparecer atrás das montanhas nevadas. Umas 3/4 da tarde e já é noite. Vai trabalhar no escuro e volta no escuro. Realmente meio depressivo.

Nesse inverno foi a primeira vez que vi neve de verdade e ainda verei por muitos anos por aqui, mas é bom sentir tamanha variação de temperatura para valorizar as férias no Brasil. Para valorizar o nosso clima, nossos recursos naturais e nossa gente quente – alegre.

Este domingo de primavera foi o primeiro dia que consegui pegar um sol, estava mais branco que quando nasci. E agora que o Brasil esfria, aqui o verão já dá as caras. E faz calor, muito calor! Ao contrário do que eu e muita gente imaginava.

Um amigo que mora aqui há alguns anos nasceu e passou a vida toda em Recife, nunca havia sentido menos de 18 graus. Não é de se estranhar que quase todos os invernos os brasileiros aqui fogem algumas semanas para a terrinha.

Mas agora que finalmente o frio acabou, é curtir o calor e o sol até o próximo inverno. Infelizmente aqui inverno não é apenas sinal de chuva.

Rodando em busca da cerveja perfeita

Enquanto Marcelo D2 roda o mundo em busca da batida perfeita, eu rodo atrás da cerveja perfeita. Da batida também, mas de limão, maracujá, morango ou o que quer que venha!

Tenho um currículo de respeito quando o assunto é a loira gelada e horas de banco de boteco.

E, aproveitando o comentário do Thiago Victor, vou falar um pouco dessa experiência estressante de sentar em algum bar pelo mundo e apreciar uma cervejinha.

Nunca fui muito de marca, mais de preço mesmo. Porque geralmente na segunda tudo que vier é lucro!

E a regra vale para o exterior, onde a cerveja custa muito mais que no Brasil.

Saudosos tempos de faculdade quando comprava um monte de fichas de cerveja por 1 real cada. Era perfeito!

Não é que agora aumentou tanto. Ainda sim dá para comprar uns engradados com os amigos e fazer a festa até cair!

Eu completei 21 anos nos EUA, idade que – por lei – jovens podem começar a beber lá. Para variar, ganhei uma caixa de cerveja de presente! Acredito que tenha sido o presente que mais ganhei na vida e nunca fiz cara feia…

Mas cerveja em dólar desce mais amarga. Ao menos as cervejas australianas e européias são mais fortes que as brasileiras, requerendo menos goladas para chegar a um nível legal.

Quando estava no Brasil fazia sempre churrascos em casa, eram dezenas de caixas. Depois veio o “CarnaMichelFolia”, festa que eu produzia para umas 300 pessoas, com umas 60 caixas de cerveja liberadas.

Na Austrália não lembro de ter visto mais de três caixas juntas. Com a cerveja custando em média 3 dólares nas lojas e 7 dólares na noite ficava difícil.

Mas não pense que vai chegar na Austrália e tomar um porre na praia, é proibido! Não pode consumir álcool na praia, nas ruas, em espaços abertos. Polícia chega, dá esporro, até multa.

Austrália definitivamente não é o lugar ideal para beber. Só vende em lojas especializadas chamadas de bottleshops.

É normal brasileiro chegar morrendo de sede por lá (como eu) e encontrar só sucos e refrigerantes em lojas de conveniência e supermercados.

Para beber em bares, deve geralmente andar aos PUBs. Todos ambientes fechados.

Restaurantes só com licença para álcool. Para trabalhar em bar tive que fazer um curso de responsabilidade, aprendendo a seguir as leis de lá.

Você está tomando uma e se o pessoal do bar achar que você passou dos limites não te vende mais.

E a qualquer momento um segurança pode te dar um tapinha nas costas e te botar para fora do PUB. Sem perdão.

embuscadacervejaperfeita.jpg

Mas voltando ao assunto do post, cervejinha sempre cai bem.

Estamos acostumados no Brasil a reclamar quando a cerveja não está quase congelando… quantas vezes pedi para trocar, mesmo estando gelada.

Mas gringo bebe quente e acabei aprendendo! Eles nunca colocam no freezer, sempre geladeira.

Até porque no inverno nem precisa, mas no verão tomam até em temperatura ambiente e acabei aprendendo também.

Para falar de sabor, na Austrália tomava sempre Tooheys New, muito boa e uma das mais ‘baratas’.

Depois do trabalho no PUB fica entre a Coopers (verde) e a suave Bluetongue porque bebia de graça.

Na Austrália também bebem muito a irlandesa escura Guinness, que domina a Irlanda toda. Além de ser a mais barata na terra do U2, custando em média 5 dólares.

Cervejas asiáticas me lembraram muito as brasileiras, talvez por serem também países quentes. A cerveja é sempre mais suave e gelada.

Em Cuba, além dos charutos, mojitos e piñas coladas, para refrescar do calor era sempre uma boa pedida uma Cristal.

O site de viajantes backpackers (em inglês) thebackpacker.net tem uma lista grande de cervejas pelo mundo e a votação para cada uma delas! No Brasil, Original e Bohemia lideram a lista (merecidamente).

Algumas cervejas que destaco nas minhas andanças pelo mundo:

.Erdinger (loira alemã) – bastante conhecida (e cara) também no Brasil, é uma das tops do mundo!
.Corona (mexicana) – com uma fatia de limão dentro, sem dúvida uma das minhas favoritas!
.Stella Artois (belga) – irada como o site!
.Bucanero (cubana) – sem dúvida a melhor cerveja da terra do Che Guevara
.Amstel (grécia) – para mim deixa a mais vendida por lá ‘mythos’ no chinelo
.Singha (tailandesa) – barata e boa como o país
.Bali Hai (indonésia) – perfeita para tomar curtindo as ondas

Aqui na Suíça não são tantas as opções e quase todas custam o mesmo. Cervejas americanas como Heineken e Miller têm bastante saída.

De produção suíça compro quase sempre Eichhof, Löwenbräu, Cardinal e a Feldschlösschen.

Quase todas com nomes estranhos e sabores parecidos. Mas nem de perto compara com a qualidade dos chocolates suíços. Mas nosso assunto aqui é cerveja, então SAÚDE!

Valeu Thiago Victor pela idéia e fiquem a vontade para colaborar com a cultura boêmia do nosso blog Rodando pelo Mundo!

PAZ! Michel P. Zylberberg

Vídeo do Monte Uetliberg/Zurique – Suíça 2008

Fala galera! Primeiro post oficial na “casa nova“. E como já estava devendo um vídeo novo, aproveitei para deixar o registro de uma volta pelo Monte Uetliberg, em Zurique-Suíça.

No feriado de páscoa, para gastar um pouco dos chocolates suíços, registrei algumas imagens desse visual de fim de inverno e começo de primavera. Friiiiiio pra caralho, mas foi bem louco! :D

SUÍÇA – Monte Uetliberg/Zurique 2008
[YouTube=http://br.youtube.com/watch?v=aEA_FbbGIPk]

Obrigado pela visita e pela força! Participe sempre…

Muita paz e boa semana para todo mundo!

Valeu, Michel

Viagens de fim de semana

Sexta-feira de manhã, porra nenhuma para fazer no trabalho… lembrando das tantas vezes em que já saía de casa com o famoso mochilão nas costas para seguir depois da faculdade para a rodoviária e rodar para algum canto do Brasil.

Muitas vezes sem saber para onde ir, ligando para algum amigo e decidindo de última hora. Ou mesmo voltando para casa dos meus pais e curtindo com os amigos de infância.

Estou vendo dois caras que trabalham comigo discutindo alguma coisa. Deprê. Mesmo querendo tanto trabalhar e acertar a vida por aqui na Suíça, sinto muito falta da liberdade. A rotina é uma arma perigosa que é sempre carregada e engatilhada. E não adianta correr.

Mas o drama não é tão grande assim porque minha esposa curte viajar, além do que trabalha em agência de viagem! E agora, do que estou reclamando?

Aproveitei 100% das chances que tive de rodar, conheci uma infinidade de lugares e sempre que me convidavam para uma viagem eu raramente dizia não. Pelo contrário, eu sempre dizia: não me convide porque vou aceitar!

Nunca gostei de dirigir, então quase sempre me aventurava em ônibus ou outro tipo de transporte. Assim podia beber e fazer o que quisesse, sem me preocupar com nada. Além de mais seguro, claro.

Mas que trabalho enche o saco, isso enche! Mas sem trabalho e coçando em casa é milhões de vezes pior.

Mas somos assim, seres incontentáveis. Bom, eu sou. Mas agradeço por tudo e sei que a melhor viagem estará sempre por vir!

Bom fim de semana galera! Aproveitem sempre que puderem…