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Entrevista com a Designer ‘Carol Rivello’

“Muita personalidade, simpatia e uma leve pitada de charme.
Um grande talento ‘Made in Brazil’!”

Assim poderia definir rapidamente a minha impressão dessa jovem designer mineira, que ainda criança foi morar em um paraíso mais conhecido como Florianópolis.

Carol Rivello, aos 22 anos já se formava em Design Gráfico, trabalhando como Diretora de Arte no Brasil e no exterior.

Na bagagem já conta também com experiência internacional, uma passagem pela J. Walter Thompson de Milão-Itália, trabalhando com clientes como Ferrè, Rolex, Yakult, Natuzzi e outros.

Adora música, comida, desenho e rodar pelo mundo!

Sempre gentil, aceitou a proposta para uma rápida entrevista escrita, que compartilho agora com vocês:

.Rodando pelo Mundo: Oi Carol! Em apenas três anos de formada, você já conquistou um grande espaço no complicado mundo do Design. Poderia falar um pouco de como rolou a escolha da profissão?

.Carol Rivello: Eu demorei um pouco a perceber que todas aquelas coisas que eu fazia desde criança (como ficar horas no computador desenhando fractais no logo, pintando no paint brush, ou então fazendo montagens no photoshop com fotos dos meus amigos) já eram indícios que eu tinha aptidão e paixão pela área. Cheguei a passar para Direito no vestibular, mas não cursei – para o desespero da minha família. Isso porque tinha lido sobre a profissão de Design em uma revista e me apaixonei. Fiz vestibular novamente, um ano depois, e tenho bastante orgulho dessa decisão que tomei.

.RPM: Como surgiu a oportunidade de trabalhar na Itália? Como foi trabalhar na área no exterior e como foi recebida e tratada pelos outros profissionais?

.Carol: A oportunidade na realidade não apareceu, eu fui atrás e batalhei bastante. Pedi demissão do meu antigo trabalho e fiquei um mês e meio organizando meu portifólio, fazendo aulas de italiano e correndo atrás do visto. Entrei em contato com algumas agências italianas daqui do Brasil, e chegando lá fiz entrevistas pessoalmente. Fui contratada na JWT, e só tenho coisas boas para falar de lá: todos me trataram muito bem, tiveram a maior paciência comigo, sem falar no nível profissional do lugar.

.RPM: O seu sobrenome é italiano, você tem o visto europeu? Se sim, o quanto é importante para quem quer trabalhar fora?

.Carol: Ainda não tenho o passaporte europeu mas pretendo voltar para a Itália ano que vem para dar entrada nele. É muito importante ter dupla cidadania, com ela você pode trabalhar em varios lugares da Europa, sem se preocupar com vistos, imigração, etc.

.RPM: Você foge completamente do esteriótipo social da mulher brasileira pelo mundo, rolou algum tipo de preconceito ou descriminação? Como isso pode mudar?

.Carol: Realmente as mulheres brasileiras são esteriotipadas de forma pejorativa no exterior, e em parte isso é compreensível. Mas é sempre importante lembrar que toda forma de preconceito é ignorante. Eu ainda por cima sou bem morena, tenho praticamente “brasileira” tatuado na testa, não tive como escapar dessa realidade. No começo me irritei muito, mas com o tempo fui adquirindo confiança e percebi que a forma como você se comporta faz toda diferença: com segurança e seriedade dá pra contornar bem essa realidade.

.RPM: Como funciona a relação ‘profissional X sentimental’ nessas horas? E como foi a decisão de voltar para o Brasil?

.Carol: Eu gosto de ter equilíbrio na minha vida, não vale a pena ser feliz só na profissão e não ter amigos, por exemplo. Quero ser uma ótima profissional, mas também uma boa madrinha, irmã, namorada, etc. E por isso voltei para o Brasil, para ir de encontro a essa minha filosofia.

.RPM: Na sua paixão pelo desenho você consegue passar uma forte identidade. Você prefere adaptar um trabalho ao seu estilo ou também se desliga e se adapta totalmente ao briefing?

.Carol: Acho que a a compreensão do seu próprio estilo e a adaptação dos seus trabalhos à ele vem naturalmente, com o tempo. Procuro tomar cuidado para não fazer coisas muito repetitivas e respeitar o briefing fornecido.

.RPM: o seu site pessoal é estruturado em inglês, mesmo trabalhando de novo no Brasil. Quais são as suas perspectivas sobre o Desing brasileiro e você ainda pensa na carreira internacional? Novos planos?

.Carol: Vamos por partes.

Escrever uma parte do site em inglês foi a forma que eu encontrei para que todos que o visitassem o entendessem um pouco.

Eu acho o Design Brasileiro muito criativo e espero que a profissão fique cada vez mais reconhecida e respeitada nacionalmente, e que nossas criações reflitam cada vez mais nossa realidade e cultura.

Sobre planos de novos trabalhos no exterior, a curto prazo só freelas.

.RPM: Uma de suas paixões é viajar e Floripa é um lugar maravilhoso. Poderia compartilhar algumas dicas de lugares e viagens?

.Carol: Nesse meu passeio pela Europa me apaixonei por 4 lugares: Barcelona, Berlim, Praga e Lisboa. Recomendo todas, são repletas de cultura, design, exposições e história. Floripa tem riquezas diferentes, como tranquilidade e muitas belezas naturais. Para quem quiser vir pra cá, recomendo um camarão em Santo Antônio seguido de um caldo de cana no Sambaqui.

.RPM: Você tem fluência em inglês e italiano. Como aprendeu estas línguas e valeu a pena? E como foi a escolha e qual será a próxima?

.Carol: Eu nunca fiz aula de inglês, mas tenho um bom domínio dessa língua. Talvez ter passado a infância inteira vendo seriados e ouvindo músicas em inglês ajudou. O italiano veio depois, aprendi pois sempre senti uma ligação com a Itália e com a cultura deles. Além disso, minha irmã Stella é formada em letras italiano, com certeza influenciou na minha escolha. Adoro estudar línguas, aprender sobre a origem delas, conhecer expressões. Minhas próximas aventuras são espanhol e latim.

.RPM: Qual é a trilha sonora que te acompanha nos momentos de inspiração? Poderia dar algumas dicas de músicas e outras artes?

.Carol: Eu geralmente me inspiro mais pelas letras das músicas que ouço do que pela melodia. Meu gosto é tão eclético que até tenho dificuldade em dar exemplos, depende do dia. Gosto de rock em geral, Architecture in Helsinki, Regina Spektor, Beatles, U2 e de músicas dos anos 80, aquelas beeem bregas.

.RPM: Para terminar, uma pergunta nada original… como você imagina que será a sua vida daqui 15 anos?

.Carol: Meu retorno a Floripa, assim como algumas decisões profissionais que tenho tomado, foi pensando em um futuro harmonioso, com tempo para os amigos, para família e profissão. Não quero ser uma daquelas pessoas que vive só para trabalhar, quero ter uma casa, cachorros e tempo para viajar. :)

Para conferir mais sobre o trabalho de Carol Rivello:

Fica o agradecimento pela grande atenção e respeito!

Desejando sempre muito sucesso e paz.

Que você conquiste tudo aquilo que sonha e continue sendo essa pessoa de alma leve e sorriso fácil.

Valeu Carol!

Novos planos

Todo mundo precisa de planos ou sonhos. Como um grande e sábio amigo sempre diz, é fundamental termos metas. Assim tudo ganha sentido e valor.

Seja uma viagem no fim de semana para uma cidade vizinha, uma viagem sem previsão de rolar para um lugar que sempre quis ir ou qualquer outra coisa.

Estava caindo na rotina de trabalho e isso é mau. Mas logo coloquei a loucura em dia e marquei algumas coisas na agenda.

mykonos

A mais concreta e fechada é uma trip para Mykonos (foto), na Grécia, no final de junho com a patroa. A outra, Itália em agosto para o casamento da cunhada.

Ainda em estudo, é pular de pára-quedas aqui na minha cidade em breve. E a mais longe um pouco é a ida ao Brasil no fim do ano, terrinha que estou distante desde abril passado.

Até por essa falta de tempo e férias o blog deu uma esfriada, mas já viram que novidades não vão faltar!

Enquanto isso podem conferir sempre os Destaques, onde encontrarão o melhor que rolou por aqui até hoje.

Faça planos, trace metas, cuidado com a rotina! Rode sempre que puder para não cair no abismo de uma vida vazia e sem sentido.

Grande abraço e muita paz! Bom sabadão!!!

Michel P. Zylberberg

Rodando em busca da cerveja perfeita

Enquanto Marcelo D2 roda o mundo em busca da batida perfeita, eu rodo atrás da cerveja perfeita. Da batida também, mas de limão, maracujá, morango ou o que quer que venha!

Tenho um currículo de respeito quando o assunto é a loira gelada e horas de banco de boteco.

E, aproveitando o comentário do Thiago Victor, vou falar um pouco dessa experiência estressante de sentar em algum bar pelo mundo e apreciar uma cervejinha.

Nunca fui muito de marca, mais de preço mesmo. Porque geralmente na segunda tudo que vier é lucro!

E a regra vale para o exterior, onde a cerveja custa muito mais que no Brasil.

Saudosos tempos de faculdade quando comprava um monte de fichas de cerveja por 1 real cada. Era perfeito!

Não é que agora aumentou tanto. Ainda sim dá para comprar uns engradados com os amigos e fazer a festa até cair!

Eu completei 21 anos nos EUA, idade que – por lei – jovens podem começar a beber lá. Para variar, ganhei uma caixa de cerveja de presente! Acredito que tenha sido o presente que mais ganhei na vida e nunca fiz cara feia…

Mas cerveja em dólar desce mais amarga. Ao menos as cervejas australianas e européias são mais fortes que as brasileiras, requerendo menos goladas para chegar a um nível legal.

Quando estava no Brasil fazia sempre churrascos em casa, eram dezenas de caixas. Depois veio o “CarnaMichelFolia”, festa que eu produzia para umas 300 pessoas, com umas 60 caixas de cerveja liberadas.

Na Austrália não lembro de ter visto mais de três caixas juntas. Com a cerveja custando em média 3 dólares nas lojas e 7 dólares na noite ficava difícil.

Mas não pense que vai chegar na Austrália e tomar um porre na praia, é proibido! Não pode consumir álcool na praia, nas ruas, em espaços abertos. Polícia chega, dá esporro, até multa.

Austrália definitivamente não é o lugar ideal para beber. Só vende em lojas especializadas chamadas de bottleshops.

É normal brasileiro chegar morrendo de sede por lá (como eu) e encontrar só sucos e refrigerantes em lojas de conveniência e supermercados.

Para beber em bares, deve geralmente andar aos PUBs. Todos ambientes fechados.

Restaurantes só com licença para álcool. Para trabalhar em bar tive que fazer um curso de responsabilidade, aprendendo a seguir as leis de lá.

Você está tomando uma e se o pessoal do bar achar que você passou dos limites não te vende mais.

E a qualquer momento um segurança pode te dar um tapinha nas costas e te botar para fora do PUB. Sem perdão.

embuscadacervejaperfeita.jpg

Mas voltando ao assunto do post, cervejinha sempre cai bem.

Estamos acostumados no Brasil a reclamar quando a cerveja não está quase congelando… quantas vezes pedi para trocar, mesmo estando gelada.

Mas gringo bebe quente e acabei aprendendo! Eles nunca colocam no freezer, sempre geladeira.

Até porque no inverno nem precisa, mas no verão tomam até em temperatura ambiente e acabei aprendendo também.

Para falar de sabor, na Austrália tomava sempre Tooheys New, muito boa e uma das mais ‘baratas’.

Depois do trabalho no PUB fica entre a Coopers (verde) e a suave Bluetongue porque bebia de graça.

Na Austrália também bebem muito a irlandesa escura Guinness, que domina a Irlanda toda. Além de ser a mais barata na terra do U2, custando em média 5 dólares.

Cervejas asiáticas me lembraram muito as brasileiras, talvez por serem também países quentes. A cerveja é sempre mais suave e gelada.

Em Cuba, além dos charutos, mojitos e piñas coladas, para refrescar do calor era sempre uma boa pedida uma Cristal.

O site de viajantes backpackers (em inglês) thebackpacker.net tem uma lista grande de cervejas pelo mundo e a votação para cada uma delas! No Brasil, Original e Bohemia lideram a lista (merecidamente).

Algumas cervejas que destaco nas minhas andanças pelo mundo:

.Erdinger (loira alemã) – bastante conhecida (e cara) também no Brasil, é uma das tops do mundo!
.Corona (mexicana) – com uma fatia de limão dentro, sem dúvida uma das minhas favoritas!
.Stella Artois (belga) – irada como o site!
.Bucanero (cubana) – sem dúvida a melhor cerveja da terra do Che Guevara
.Amstel (grécia) – para mim deixa a mais vendida por lá ‘mythos’ no chinelo
.Singha (tailandesa) – barata e boa como o país
.Bali Hai (indonésia) – perfeita para tomar curtindo as ondas

Aqui na Suíça não são tantas as opções e quase todas custam o mesmo. Cervejas americanas como Heineken e Miller têm bastante saída.

De produção suíça compro quase sempre Eichhof, Löwenbräu, Cardinal e a Feldschlösschen.

Quase todas com nomes estranhos e sabores parecidos. Mas nem de perto compara com a qualidade dos chocolates suíços. Mas nosso assunto aqui é cerveja, então SAÚDE!

Valeu Thiago Victor pela idéia e fiquem a vontade para colaborar com a cultura boêmia do nosso blog Rodando pelo Mundo!

PAZ! Michel P. Zylberberg

Videozinho no Vaticano com meus pais

Depois de um tempo sem notícias, retorno com um videozinho recente!

Estava rodando com meus pais por Roma, mas resolvi colocar só o Vaticano por enquanto.

Depois coloco os outros! Aí vai:

VATICANO 2007
[YouTube=http://br.youtube.com/watch?v=wlEwyPz1dnw]

No mais tudo na paz. Correndo atrás de emprego, se souberem de algo me avisem! :D

Valeu, Michel

Quanto posso ganhar trabalhando pelo mundo?

Esta pergunta sempre surge quando pensamos em chutar tudo para o alto no Brasil e nos jogar em algum lugar do mundo, tentando fazer uma grana extra e o famoso pé-de-meia.

Mas, apesar de que se fizermos tudo certo o resultado seja normalmente positivo, existem os riscos e armadilhas. Quero falar um pouco do que já vi e passei, apesar de não me julgar nem de perto um especialista no assunto.

Vou abordar três dos mais visados destinos da atualidade: Irlanda, Inglaterra e Austrália. Sendo que destes só cheguei a trabalhar no último.

O primeiro passo seria o investimento. Custo com passagem (que sempre pesa bastante), papelada (muita!), intermediário (ou o que seja), visto (estudante, trabalho…) e coisas como exame médico e outras coisas mais…

Por este primeiro passo, muita gente já descarta de cara a Austrália, porque realmente é quase o dobro do preço. Aí a escolha fica entre a Irlanda e a Inglaterra, com um custo médio total que gira em torno de R$ 10.000 (contando com um dinheiro para os primeiros dias sem trabalho).

Com climas e estilos parecidos e a diferença maior ficando com a moeda corrente, o sálario mínimo por hora acaba se igualando. Na Irlanda em torno de 8 euros (EUR) e na Inglaterra em torno de 5,40 pounds (GBP), praticamente um-para-um convertendo.

Para um conversão mais precisa pela cotação do dia consulte: http://www.bloomberg.com/invest/calculators/currency.html

steyneJá o dólar australiano (AUD), um pouco menos valorizado, acaba também ficando um-para-um com esses dois países. O mínimo em torno de 12 AUD. Lembrando que o pagamento – diferentemente do Brasil – quase sempre saí toda semana. Melhor para quem tem dificuldades em controlar os gastos.

Com o visto de estudante o permitido seria trabalhar no máximo 20h por semana. Então teríamos:

Irlanda: 160 EUR
Inglaterra: 108 GBP
Austrália: 240 AUD

Quem juntaria dinheiro ganhando isso por semana? Já que apenas o aluguel semanal gira em torno de 80 EUR, 60 GBP e 120 AUD.

Mas aí que está o pulo do gato. Muita gente acaba trabalhando muito mais, mesmo com o risco de deportação.

Os três países que cito, diferentemente de países como Estados Unidos, Canadá e mais alguns da Europa, precisam de mão-de-obra pesada e acabam fechando um pouco os olhos. Já que a grande maioria dos brasileiros trabalha em restaurantes lavando prato, em construção civil e coisas do gênero.

Construção civil aliás, com a fama de ser uma das melhores remunerações. Além de ser horário fixo de trabalho. Em Sydney, por exemplo, trabalhando todos os dias da 7 da manhã às 3 da tarde, o salário fica em torno de 1.000 AUD por semana. Nada mau para quem souber poupar.

Então antes de anunciar o carro nos classificados, vender suas tranqueiras, fazer rifa com os amigos, fazer aulas particulares de inglês e pedir dinheiro para seu pai pense com cuidado. Se é possível fazer dinheiro, claro que sim.

Mas lembre-se que uma vez lá os custo não acabam. O investimento é grande caso queira renovar o visto e pagar mais um curso. E que o controle das escolas muitas vezes é rígido, tendo que ter no mínimo 80% de presença para poder renovar o visto.

Pense também no investimento inicial, que demoraria para ser quitado. Mas chega de desanimá-los, uma vez que no Brasil ganhar R$ 25,00 por hora é muito difícil. Então sabendo regular, economizar e principalmente planejar, é possível partir com calma e segurança.

Mas, o mais importante de tudo, faça contatos sempre! Não fuja de brasileiros porque possivelmente eles que vão te arrumar emprego.

Fica quase tudo na base do contato, um largar o emprego e te coloca no lugar ou alguém que fica sabendo de um lugar que precisa e indica você. Tudo na base da confiança, faça por merecer sempre. Senão se queima e queima teu amigo junto.

Basta não ter medo e vergonha de trabalhar pesado. Com certeza quando voltar você irá valorizar muito mais a sua família, a comodidade do lar e as pessoas que fazem o trabalho pesado no Brasil e ganham muito pouco por isso.

Boa sorte e boa viagem! Nos vemos por aí…

Novo vídeo em Ravenna – Itália (praia!!!)

Passei pela primeira vez pelas praias italianas, curtindo mais uma viagem irada ao lado da minha italianinha.. podem curtir um pouco de tudo aí:

[YouTube=http://www.youtube.com/watch?v=5tS5ucyLw30]

OBS: criei uma página para galera que quiser receber as novidades do blog:
http://naotemcomoesquecer.wordpress.com/cadastro/