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Povo amigável e cultura rica atraem estudantes para Irlanda

Fala galera! Vou fazer uma coisa que não é muito normal no blog, usar texto de um outro site (créditos no fim do post). Mas é devido ao grande número de perguntas sobre a Irlanda, um dos maiores destinos de brasileiros nos últimos anos. Aproveitem e bom fim de semana!

Dificuldades com a imigração para destinos tradicionais, possibilidade do trabalho legal e riqueza da história e cultura do país são alguns dos fatores que explicam o súbito interesse de brasileiros pela tradicional ilha de Eirie, conhecida mundialmente como a República da Irlanda. Com quase cinco milhões de habitantes divididos em variadas pradarias, praias e algumas grandes cidades, a Irlanda atrai cada vez mais estudantes para férias e intercâmbio.

(…) Diferentemente do que se espera, a Irlanda tem duas línguas oficiais: o inglês, fruto da dominação colonial da Inglaterra e o irlandês, língua celta, ainda bastante reverenciada e viva na sociedade local.

(…) Segundo a economista é também pela conseqüência de tristes episódios históricos que o povo irlandês é tão receptivo a estrangeiros. Ela explica que dada a “Grande Fome” e mesmo durante a colonização inglesa, que acabou em 1922, muitos irlandeses foram forçados a imigrar para outras terras. “É um grande prazer para nós recebermos estrangeiros. Eles serão sempre muito bem tratados”, avalia.

Nessa mesma perspectiva, a gerente de produtos da CI Fabiana Fernandes pontua que existem várias oportunidades de trabalho no país. Para estudantes a partir de 16 anos é possível trabalhar até 20 horas semanais. Já para os demais intercambistas, em cursos de línguas e universitários, é só assumir o compromisso de ficar no país por um tempo mínimo de seis meses. “Essa é uma das principais razões pelo aumento significativo da procura, além da maior facilidade de visto e boa receptividade ao estrangeiro”, conta Fabiana.

Tão importante quanto a história do país é sua contínua preservação do patrimônio cultural nacional. De celebridades antigas como os escritores James Joyce, Oscar Wilde, Sammuel Becket e Bernard Shaw até os atuais pop stars como as bandas U2, The Corrs e a cantora Sinead O’Connor, a Irlanda é marcada pela efervescência artística. “Existem inúmeros bares e festivais onde, além da música contemporânea, temos apresentações de canções e danças tradicionais”, orgulha-se Catherine.

(…) E, segundo Catherine não é só nos eventos esportivos que os mesmos rostos aparecem. “Em cidades pequenas todos vão para o mesmo bar e discoteca nos fins de semana. Aos poucos você acaba sempre festejando e se divertindo ao lado das mesmas pessoas. Na Irlanda você está há apenas três pessoas distante do resto da população”, conta. Com cerca de cinco milhões de habitantes, a Irlanda concentra, porém, alta densidade demográfica apenas nos grandes centros urbanos, como a capital Dublin.

“Acho que para o intercambista vale mais a pena ficar em uma cidade pequena, pois Dublin, por exemplo, é assim como outras capitais, uma cidade cosmopolita que pouco retém suas tradições. Nas vilas ou mesmo nas cidades de médio porte, o intercambista pode vivenciar o cotidiano da nossa cultura”, conta Catherine.

Conhecidos pela espontaneidade e um dos povos mais divertidos da Europa, os irlandeses têm fama de fanfarrões. “Mas, é importante lembrar que o adolescente que viaja para lá deve respeitar as normas do consumo de álcool. A maioridade de 18 anos para bebidas alcoólicas é sim fiscalizada e a família e escola do intercambista irão policiá-lo”, conclui Fabiana, lembrando que é até mais seguro para o jovem viver em um país europeu. “No Brasil há muito maior permissividade para o consumo de bebidas na adolescência”, conclui.

Texto: Julia Dietrich, integralmente publicado no site Aprendiz
Fotos: Michel P. Zylberbergrodando pelo mundo

Outro site com muita informação para estudantes: gogobrazil.com

Leia mais sobre a Irlanda no ‘rodando pelo mundo’:
.Irlanda
.Irlanda em vídeo

.Austrália x Irlanda
.Destaques

Rodando em busca da cerveja perfeita

Enquanto Marcelo D2 roda o mundo em busca da batida perfeita, eu rodo atrás da cerveja perfeita. Da batida também, mas de limão, maracujá, morango ou o que quer que venha!

Tenho um currículo de respeito quando o assunto é a loira gelada e horas de banco de boteco.

E, aproveitando o comentário do Thiago Victor, vou falar um pouco dessa experiência estressante de sentar em algum bar pelo mundo e apreciar uma cervejinha.

Nunca fui muito de marca, mais de preço mesmo. Porque geralmente na segunda tudo que vier é lucro!

E a regra vale para o exterior, onde a cerveja custa muito mais que no Brasil.

Saudosos tempos de faculdade quando comprava um monte de fichas de cerveja por 1 real cada. Era perfeito!

Não é que agora aumentou tanto. Ainda sim dá para comprar uns engradados com os amigos e fazer a festa até cair!

Eu completei 21 anos nos EUA, idade que – por lei – jovens podem começar a beber lá. Para variar, ganhei uma caixa de cerveja de presente! Acredito que tenha sido o presente que mais ganhei na vida e nunca fiz cara feia…

Mas cerveja em dólar desce mais amarga. Ao menos as cervejas australianas e européias são mais fortes que as brasileiras, requerendo menos goladas para chegar a um nível legal.

Quando estava no Brasil fazia sempre churrascos em casa, eram dezenas de caixas. Depois veio o “CarnaMichelFolia”, festa que eu produzia para umas 300 pessoas, com umas 60 caixas de cerveja liberadas.

Na Austrália não lembro de ter visto mais de três caixas juntas. Com a cerveja custando em média 3 dólares nas lojas e 7 dólares na noite ficava difícil.

Mas não pense que vai chegar na Austrália e tomar um porre na praia, é proibido! Não pode consumir álcool na praia, nas ruas, em espaços abertos. Polícia chega, dá esporro, até multa.

Austrália definitivamente não é o lugar ideal para beber. Só vende em lojas especializadas chamadas de bottleshops.

É normal brasileiro chegar morrendo de sede por lá (como eu) e encontrar só sucos e refrigerantes em lojas de conveniência e supermercados.

Para beber em bares, deve geralmente andar aos PUBs. Todos ambientes fechados.

Restaurantes só com licença para álcool. Para trabalhar em bar tive que fazer um curso de responsabilidade, aprendendo a seguir as leis de lá.

Você está tomando uma e se o pessoal do bar achar que você passou dos limites não te vende mais.

E a qualquer momento um segurança pode te dar um tapinha nas costas e te botar para fora do PUB. Sem perdão.

embuscadacervejaperfeita.jpg

Mas voltando ao assunto do post, cervejinha sempre cai bem.

Estamos acostumados no Brasil a reclamar quando a cerveja não está quase congelando… quantas vezes pedi para trocar, mesmo estando gelada.

Mas gringo bebe quente e acabei aprendendo! Eles nunca colocam no freezer, sempre geladeira.

Até porque no inverno nem precisa, mas no verão tomam até em temperatura ambiente e acabei aprendendo também.

Para falar de sabor, na Austrália tomava sempre Tooheys New, muito boa e uma das mais ‘baratas’.

Depois do trabalho no PUB fica entre a Coopers (verde) e a suave Bluetongue porque bebia de graça.

Na Austrália também bebem muito a irlandesa escura Guinness, que domina a Irlanda toda. Além de ser a mais barata na terra do U2, custando em média 5 dólares.

Cervejas asiáticas me lembraram muito as brasileiras, talvez por serem também países quentes. A cerveja é sempre mais suave e gelada.

Em Cuba, além dos charutos, mojitos e piñas coladas, para refrescar do calor era sempre uma boa pedida uma Cristal.

O site de viajantes backpackers (em inglês) thebackpacker.net tem uma lista grande de cervejas pelo mundo e a votação para cada uma delas! No Brasil, Original e Bohemia lideram a lista (merecidamente).

Algumas cervejas que destaco nas minhas andanças pelo mundo:

.Erdinger (loira alemã) – bastante conhecida (e cara) também no Brasil, é uma das tops do mundo!
.Corona (mexicana) – com uma fatia de limão dentro, sem dúvida uma das minhas favoritas!
.Stella Artois (belga) – irada como o site!
.Bucanero (cubana) – sem dúvida a melhor cerveja da terra do Che Guevara
.Amstel (grécia) – para mim deixa a mais vendida por lá ‘mythos’ no chinelo
.Singha (tailandesa) – barata e boa como o país
.Bali Hai (indonésia) – perfeita para tomar curtindo as ondas

Aqui na Suíça não são tantas as opções e quase todas custam o mesmo. Cervejas americanas como Heineken e Miller têm bastante saída.

De produção suíça compro quase sempre Eichhof, Löwenbräu, Cardinal e a Feldschlösschen.

Quase todas com nomes estranhos e sabores parecidos. Mas nem de perto compara com a qualidade dos chocolates suíços. Mas nosso assunto aqui é cerveja, então SAÚDE!

Valeu Thiago Victor pela idéia e fiquem a vontade para colaborar com a cultura boêmia do nosso blog Rodando pelo Mundo!

PAZ! Michel P. Zylberberg

Austrália x Irlanda

“ae tudo blz cmg sim!! é o seguinte eu to mto afim de sai do brasil pra ir pra algum pais pra ganha algum dinheiro com a minha namorada!! ta quase tudo certo pra mim ir pra irlanda mas alguns amigos meus estão indo pra australia e fiquei meio assim sera que vale mais a pena irlanda ou a australia então queria sabe o que vc poderia me dizer da australia se da pra ganha uma grana mesmo pq assim quem vai paga minhas coisas é meu pais e vou te que paga ele depois então preciso i pra ganha uma grana mesmo quero estuda 6 meses de ingles né sei la querias sabe sua opnião valeu cara!”

Ae Leo, espero poder ajudar!! Mesmo porque essa se tornou a maior dúvida entre a maioria das pessoas que querem deixar o país para trabalhar e estudar inglês!!

ausxirl Austrália x Irlanda dá uma briga boa, de gigantes eu diria. Claro que os dois têm vários pontos positivos e negativos, então vou dar uma passada por alguns deles…

Eu trabalhei e fiquei bem mais tempo na Austrália, mas viajei pela Irlanda e tenho vários amigos morando e trabalhando por lá.

Como já escrevi muitas vezes no blog, meu favorito sempre será a Austrália. Mas Irlanda é uma opção forte porque é mais perto, bem mais barato e fica na Europa, o que proporciona a chance de conhecer vários países que ficam praticamente vizinhos.

Quando digo bem mais barato, me refiro a passagem, curso e os gastos em geral. Só a passagem para Austrália já pesa bastante no orçamento. Além do que o controle para conseguir o visto é mais forte. Basicamente você tem que demonstrar que tem grana para ir e se virar por lá.

Não lembro ao certo, mas você pode fazer isso usando mais de uma conta. Por exemplo, você pode colocar a conta do teu pai e de um tio. É como uma garantia de que você não está indo desesperado em busca de trabalho.

Para ambos, com o visto de estudante, o permitido é trabalhar 20h por semana. Mas na prática dificilmente é assim.

Pelo que vi na Irlanda, é mais fácil deixar o curso de lado por alguns dias enquanto trabalha, mas não pode abusar. Na Austrália não tem perdão, tem que fazer mais de 80% de presença nas aulas senão dificilmente você irá renovar o visto.

A saída seria encontrar outros cursos mais avançados como business ou personal traineer, onde teria aula a noite e duas vezes por semana por exemplo. Tem que pesquisar bem e vai depender do nível do seu inglês!

Pontos mais contrastantes:

CLIMA:
Austrália é como o sudeste ou sul brasileiro, quase sempre calor e um inverno moderado. Além de um mar maravilhoso.
Irlanda é quase sempre chuvoso, nublado e faz frio de verdade boa parte do ano! Muito mais difícil de se adaptar.

GRANA:

Os gastos com aluguel, comida e despesas em geral acaba sendo parecido.
Vai ser proporcional ao salário e não abusando dá para economizar bem.

TRABALHO:

Ambos precisam de mão de obra mais pesada, então dependendo do nível de inglês se prepare para ficar entre lavar prato, construção civil, garçom, barman ou coisas do gênero.
Mas comparar o salário com o brasileiro não dá. A média seria de R$ 20,00 reais por hora em ambos.

VIAGENS:
Na Austrália dá para conhecer a Nova Zelândia, Ásia (Indonésia, Tailândia…) e claro que a própria Austrália com paraísos por todos os lados.
Irlanda, como falei antes, é Europa… passagens baratas para todos os outros países aproveitando as promoções e pacotes.

FESTAS:
Mesmo indo com a namorada é sempre bom curtir a noite. Mais uma vez são estilos parecidos, com a galera bebendo e se divertindo em pubs. Ambos são bêbados e gente boa! Gostam dos brasileiros e nos recebem bem.
RESUMO:
Acredito que já que o lance é se aventurar, a melhor opção seria e de fazer como muitos brasileiros.
Ir para um desses países, trabalhar forte, conhecer os países em volta e depois passar mais um tempo no outro, conhecendo assim já boa parte do mundo.

Dá para fazer grana. Dá para aproveitar. Mas para pagar teus pais aí você terá que passar pelo menos uns 3 anos e não gastar tanto. Porque é um investimento alto!

Mas eles sabem que o maior investimento é ver o filho aprender inglês e ganhar cultura e amadurecimento.

Já que terá que morar com estranhos, trabalhar pesado sem poder contar com o conforto de casa e a comidinha da mamãe.

Seja qual for tua escolha, desejo que dê tudo certo! E passando pela Suíça dê um toque que quem sabe tomamos uma cerveja por aqui…

Leia mais em Destaques.

Valeu! Michel

Dicas rápidas para quem quer morar fora!

Leiam uma matéria muito boa do UOL sobre trabalhos no exterior:
http://noticias.uol.com.br/educacao/cursosnoexterior/aupair.jhtm

Dicas para intercâmbio pelo mundo (UOL):
http://educacao.uol.com.br/ultnot/2008/02/27/ult105u6265.jhtm

Guia de cursos no exterior, também no UOL:
http://noticias.uol.com.br/educacao/cursosnoexterior/

Confira também em Destaques dicas sobre viagem em geral!

Aqui trecho de uma das reportagens:

Destinos mais procurados por intercambistas
Entre 2005 e 2006, saíram do Brasil para estudar cerca de 85 mil pessoas entre 16 e 30 anos.

Dados do Salão do Estudante apontam que, durante o período, o país que mais recebeu brasileiros foi o Canadá. Um dos motivos que levaram os estudantes a essa preferência é o fato de o dólar canadense ser mais barato do que o americano. O baixo índice de violência e a facilidade de obtenção de visto também estimulam os intercambistas a optar pelo país.

Em segundo lugar na preferência dos brasileiros que querem estudar inglês -ainda de acordo com estatísticas das agências de intercâmbio- vem a Austrália e em terceiro, o Reino Unido, que engloba a Inglaterra e a Escócia.

Os quatro países têm ótima qualidade de vida. No caso da Austrália, para poder trabalhar, é preciso estar inscrito em um curso de 12 meses. Ocupando o quarto lugar do ranking está a terra do Tio Sam, os EUA.

Outros países da Europa também estão de olho nos estudantes estrangeiros. Só no último ano, mais de 1.000 brasileiros foram para a Espanha. Itália e França também são destinos que despertam interesse por cursos como gastronomia, moda e comunicação.

Locais do Salão do Estudante 2008
# São Paulo: 01 e 02 de março
Local: Centro de eventos São Luiz
End: Rua Luiz Coelho, 323 (próx. ao Metrô Consolação)
Horário: 13h às 20h

# Salvador – 05 de março
Local: Fiesta Convention Center (ao lado do Hotel Fiesta)
End: Av. ACM, 711 – Itaigara
Horário: 14h às 20h30

# Rio de Janeiro – 07 de março
Local: Hotel Sofitel
End: Av. Atlântica, 4240 – Copacabana
Horário: 14h às 20h30

# Porto Alegre – 09 de março
Local: Centro de eventos da PUC
End: Av. Ipiranga, 6681 – P. 41
Horário: 14h às 20h30

# Florianópolis – 11 de março
Local: Beira Mar Shopping (Centro de eventos)
End: Rua Bocaiúva, 2468 – Centro
Horário: 14h às 20h30

# Curitiba – 13 de março
Local: Estação Embratel Convention Center
End: Av. 7 de Setembro, 2775
Horário: 14h às 20h30

Como falei, dicas rápidas :D

Se tiver algumas escreve ae!!!

Muita paz pra todo mundo!!!!

Quanto posso ganhar trabalhando pelo mundo?

Esta pergunta sempre surge quando pensamos em chutar tudo para o alto no Brasil e nos jogar em algum lugar do mundo, tentando fazer uma grana extra e o famoso pé-de-meia.

Mas, apesar de que se fizermos tudo certo o resultado seja normalmente positivo, existem os riscos e armadilhas. Quero falar um pouco do que já vi e passei, apesar de não me julgar nem de perto um especialista no assunto.

Vou abordar três dos mais visados destinos da atualidade: Irlanda, Inglaterra e Austrália. Sendo que destes só cheguei a trabalhar no último.

O primeiro passo seria o investimento. Custo com passagem (que sempre pesa bastante), papelada (muita!), intermediário (ou o que seja), visto (estudante, trabalho…) e coisas como exame médico e outras coisas mais…

Por este primeiro passo, muita gente já descarta de cara a Austrália, porque realmente é quase o dobro do preço. Aí a escolha fica entre a Irlanda e a Inglaterra, com um custo médio total que gira em torno de R$ 10.000 (contando com um dinheiro para os primeiros dias sem trabalho).

Com climas e estilos parecidos e a diferença maior ficando com a moeda corrente, o sálario mínimo por hora acaba se igualando. Na Irlanda em torno de 8 euros (EUR) e na Inglaterra em torno de 5,40 pounds (GBP), praticamente um-para-um convertendo.

Para um conversão mais precisa pela cotação do dia consulte: http://www.bloomberg.com/invest/calculators/currency.html

steyneJá o dólar australiano (AUD), um pouco menos valorizado, acaba também ficando um-para-um com esses dois países. O mínimo em torno de 12 AUD. Lembrando que o pagamento – diferentemente do Brasil – quase sempre saí toda semana. Melhor para quem tem dificuldades em controlar os gastos.

Com o visto de estudante o permitido seria trabalhar no máximo 20h por semana. Então teríamos:

Irlanda: 160 EUR
Inglaterra: 108 GBP
Austrália: 240 AUD

Quem juntaria dinheiro ganhando isso por semana? Já que apenas o aluguel semanal gira em torno de 80 EUR, 60 GBP e 120 AUD.

Mas aí que está o pulo do gato. Muita gente acaba trabalhando muito mais, mesmo com o risco de deportação.

Os três países que cito, diferentemente de países como Estados Unidos, Canadá e mais alguns da Europa, precisam de mão-de-obra pesada e acabam fechando um pouco os olhos. Já que a grande maioria dos brasileiros trabalha em restaurantes lavando prato, em construção civil e coisas do gênero.

Construção civil aliás, com a fama de ser uma das melhores remunerações. Além de ser horário fixo de trabalho. Em Sydney, por exemplo, trabalhando todos os dias da 7 da manhã às 3 da tarde, o salário fica em torno de 1.000 AUD por semana. Nada mau para quem souber poupar.

Então antes de anunciar o carro nos classificados, vender suas tranqueiras, fazer rifa com os amigos, fazer aulas particulares de inglês e pedir dinheiro para seu pai pense com cuidado. Se é possível fazer dinheiro, claro que sim.

Mas lembre-se que uma vez lá os custo não acabam. O investimento é grande caso queira renovar o visto e pagar mais um curso. E que o controle das escolas muitas vezes é rígido, tendo que ter no mínimo 80% de presença para poder renovar o visto.

Pense também no investimento inicial, que demoraria para ser quitado. Mas chega de desanimá-los, uma vez que no Brasil ganhar R$ 25,00 por hora é muito difícil. Então sabendo regular, economizar e principalmente planejar, é possível partir com calma e segurança.

Mas, o mais importante de tudo, faça contatos sempre! Não fuja de brasileiros porque possivelmente eles que vão te arrumar emprego.

Fica quase tudo na base do contato, um largar o emprego e te coloca no lugar ou alguém que fica sabendo de um lugar que precisa e indica você. Tudo na base da confiança, faça por merecer sempre. Senão se queima e queima teu amigo junto.

Basta não ter medo e vergonha de trabalhar pesado. Com certeza quando voltar você irá valorizar muito mais a sua família, a comodidade do lar e as pessoas que fazem o trabalho pesado no Brasil e ganham muito pouco por isso.

Boa sorte e boa viagem! Nos vemos por aí…

Irlanda em vídeo!

Depois do post falando sobre a minha viagem pela Irlanda, agora vem o vídeo! Assim podem conferir melhor…

[YouTube=http://www.youtube.com/watch?v=YjEyXu6BKGc]

No vídeo comigo estão os dois irmãos loucos, parceiraços, Oscar e Gustavo Brown! Se não fosse por eles não teria ido parar lá!

Meus agradecimentos também a galera que me ajudou sempre por lá: Adilson, Brunão, Fernandinha, Ana Júlia e todos que conheci nesses dias na terra da Guinness!

Me perguntem se valeu a pena… PRA CARALHO!!!!

Leia mais sobre a Irlanda:
.Irlanda
.Austrália x Irlanda
.Intercâmbio na Irlanda
.Destaques

Amigos, conhecidos e contatos…

Pelo título do post já dá para imaginar do que se trata… ainda mais depois dos últimos acontecimentos e viagens. Amigos, conhecidos, contatos e todos os tipos de relacionamentos que possa existir podem fazer a diferença.

Na Inglaterra, por exemplo, cheguei em Londres e fiquei dois dias na casa de um amigo que trabalhou comigo em uma agência de internet em São Paulo. Depois fui para casa de uma amiga da mesma cidade que eu em Minas por mais dois dias, além de fazer um turismo pela cidade com ela.

Como não gosto de cidade grande, além de tudo custar mais caro, resolvi já rodar. Liguei para um amigão com o qual havia viajado para os EUA em 2001 e fui parar na casa dele em Bournemouth, sul da Inglaterra. Conhecia a namorada dele também, gente finíssima! Além da prima dela que mora na mesma república (casa onde moram pessoas diversas que dividem o aluguel) e eu também já conhecia e o namorado com a irmã.

Aí foi tão show e me integrei tanto com a galera que fui ficando! Dormi também um dia na casa de amigo que conheci por lá e acabamos virando parceiros. Depois ainda descobri que já conhecia o irmão dele do carnaval de Salvador (provando mais uma vez como o mundo é um ovo de codorna). Na república tinham mais outros brasucas e acabei me enturmando mais e aí já me sentia em casa.

No meio tempo o casal foi viajar com mais um amigo pela Europa e quando este amigo voltou me convidou para ir com ele e o irmão para Irlanda. Eu já conhecia o irmão, mas lá da Inglaterra mesmo, porque havíamos feito um role de bicicleta até um lugar paradisíaco chamado “Old Harry Rocks“. Lá fui eu mais uma vez, no dia seguinte partindo para Irlanda sem saber nada do país e da viagem!

Estava mais tranqüilo porque havia amigos por lá também, em Dublin. Já escrevi para eles dizendo que estava indo. Na primeira noite acabamos ficando em um albergue perto do aeroporto porque chegamos tarde e já fechamos o passeio do qual falei dois posts atrás. Tudo rolando na paz.

Voltando para Dublin, quando cheguei na estação liguei para um amigo que havia estudado com meu irmão e na hora ele foi me pegar e já fomos para casa dele. Dormi por lá nos dias seguintes e também integrei com todos da casa! Claro que saindo também e encontrando outros amigos e curtindo os últimos dias de Pubs irlandeses.

Toda essa história para dizer que não interessa o quanto você ache que já tem tudo que precisa, todos contatos possíveis serão importantes na sua vida! Muitas vezes quando namoramos perdemos os amigos, deixamos a vida toda em função da pessoa e isso é terrível! Saiba dividir a atenção. Porque amigos são para sempre, namoradas quase sempre não.

Muitos brincam porque tenho quase 1000 amigos no orkut. Eu me orgulho, mesmo sendo apenas um exemplo virtual. Costumo brincar que sou que nem puta, conheço todo mundo… bobear conheço até mais que muitas delas! uheuuheuheuh e continuarei assim.

Porque sem contatos e sem amigos, eu provavelmente ficaria isolado em um hotelzinho qualquer ou tomaria uma cerveja sozinho no balcão de algum bar. Triste, deprimente.

galera

Agradeço a todos que cruzaram meus caminhos e me ajudaram de qualquer forma. Assim como deixo as portas abertas para aqueles que igualmente as abriram para mim.

Não seja solitário e egoísta como a nossa cultura nos ensina a ser. O convívio humano é o sentido da vida. Falei bonito! Hora de dormir…