Archive for the 'inglaterra' Category

Rodando em busca da cerveja perfeita

Enquanto Marcelo D2 roda o mundo em busca da batida perfeita, eu rodo atrás da cerveja perfeita. Da batida também, mas de limão, maracujá, morango ou o que quer que venha!

Tenho um currículo de respeito quando o assunto é a loira gelada e horas de banco de boteco.

E, aproveitando o comentário do Thiago Victor, vou falar um pouco dessa experiência estressante de sentar em algum bar pelo mundo e apreciar uma cervejinha.

Nunca fui muito de marca, mais de preço mesmo. Porque geralmente na segunda tudo que vier é lucro!

E a regra vale para o exterior, onde a cerveja custa muito mais que no Brasil.

Saudosos tempos de faculdade quando comprava um monte de fichas de cerveja por 1 real cada. Era perfeito!

Não é que agora aumentou tanto. Ainda sim dá para comprar uns engradados com os amigos e fazer a festa até cair!

Eu completei 21 anos nos EUA, idade que – por lei – jovens podem começar a beber lá. Para variar, ganhei uma caixa de cerveja de presente! Acredito que tenha sido o presente que mais ganhei na vida e nunca fiz cara feia…

Mas cerveja em dólar desce mais amarga. Ao menos as cervejas australianas e européias são mais fortes que as brasileiras, requerendo menos goladas para chegar a um nível legal.

Quando estava no Brasil fazia sempre churrascos em casa, eram dezenas de caixas. Depois veio o “CarnaMichelFolia”, festa que eu produzia para umas 300 pessoas, com umas 60 caixas de cerveja liberadas.

Na Austrália não lembro de ter visto mais de três caixas juntas. Com a cerveja custando em média 3 dólares nas lojas e 7 dólares na noite ficava difícil.

Mas não pense que vai chegar na Austrália e tomar um porre na praia, é proibido! Não pode consumir álcool na praia, nas ruas, em espaços abertos. Polícia chega, dá esporro, até multa.

Austrália definitivamente não é o lugar ideal para beber. Só vende em lojas especializadas chamadas de bottleshops.

É normal brasileiro chegar morrendo de sede por lá (como eu) e encontrar só sucos e refrigerantes em lojas de conveniência e supermercados.

Para beber em bares, deve geralmente andar aos PUBs. Todos ambientes fechados.

Restaurantes só com licença para álcool. Para trabalhar em bar tive que fazer um curso de responsabilidade, aprendendo a seguir as leis de lá.

Você está tomando uma e se o pessoal do bar achar que você passou dos limites não te vende mais.

E a qualquer momento um segurança pode te dar um tapinha nas costas e te botar para fora do PUB. Sem perdão.

embuscadacervejaperfeita.jpg

Mas voltando ao assunto do post, cervejinha sempre cai bem.

Estamos acostumados no Brasil a reclamar quando a cerveja não está quase congelando… quantas vezes pedi para trocar, mesmo estando gelada.

Mas gringo bebe quente e acabei aprendendo! Eles nunca colocam no freezer, sempre geladeira.

Até porque no inverno nem precisa, mas no verão tomam até em temperatura ambiente e acabei aprendendo também.

Para falar de sabor, na Austrália tomava sempre Tooheys New, muito boa e uma das mais ‘baratas’.

Depois do trabalho no PUB fica entre a Coopers (verde) e a suave Bluetongue porque bebia de graça.

Na Austrália também bebem muito a irlandesa escura Guinness, que domina a Irlanda toda. Além de ser a mais barata na terra do U2, custando em média 5 dólares.

Cervejas asiáticas me lembraram muito as brasileiras, talvez por serem também países quentes. A cerveja é sempre mais suave e gelada.

Em Cuba, além dos charutos, mojitos e piñas coladas, para refrescar do calor era sempre uma boa pedida uma Cristal.

O site de viajantes backpackers (em inglês) thebackpacker.net tem uma lista grande de cervejas pelo mundo e a votação para cada uma delas! No Brasil, Original e Bohemia lideram a lista (merecidamente).

Algumas cervejas que destaco nas minhas andanças pelo mundo:

.Erdinger (loira alemã) – bastante conhecida (e cara) também no Brasil, é uma das tops do mundo!
.Corona (mexicana) – com uma fatia de limão dentro, sem dúvida uma das minhas favoritas!
.Stella Artois (belga) – irada como o site!
.Bucanero (cubana) – sem dúvida a melhor cerveja da terra do Che Guevara
.Amstel (grécia) – para mim deixa a mais vendida por lá ‘mythos’ no chinelo
.Singha (tailandesa) – barata e boa como o país
.Bali Hai (indonésia) – perfeita para tomar curtindo as ondas

Aqui na Suíça não são tantas as opções e quase todas custam o mesmo. Cervejas americanas como Heineken e Miller têm bastante saída.

De produção suíça compro quase sempre Eichhof, Löwenbräu, Cardinal e a Feldschlösschen.

Quase todas com nomes estranhos e sabores parecidos. Mas nem de perto compara com a qualidade dos chocolates suíços. Mas nosso assunto aqui é cerveja, então SAÚDE!

Valeu Thiago Victor pela idéia e fiquem a vontade para colaborar com a cultura boêmia do nosso blog Rodando pelo Mundo!

PAZ! Michel P. Zylberberg

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Trabalhando pesado no exterior! (parte 2)

Antes da segunda parte de ‘trabalhando pesado no exterior’ uma curiosidade:

Antes de começar a trabalhar na Austrália, precisei abrir uma conta no banco. Lá fui eu. Chegando no guichê expliquei o que queria e ela foi me dando a papelada. Meio sem jeito perguntei quando era necessário para abrir a conta. Aliás, o mínimo necessário! E foi o que eu tinha, 10 dólares contados.

Voltando ao post, quando fiquei desempregado (leia a primeira parte aqui) e caí na folia, já tinha conseguido juntar um pouco de dinheiro. Mas não deixava de ser crítica a situação.

Fui para aula e voltei para casa preocupado. Tinha que arrumar emprego! E foi aí que milagrosamente meu celular tocou!

Uma garota que tinha conhecido que trabalhava em um PUB (bar) me perguntava se eu estaria interessado em trabalhar lá porque tinha uma vaga!

Um PUB gigante chamado Steyne, com 5 bares e um restaurante, tudo de frente para belíssima praia de Manly. Não pensei duas vezes. Fui correndo (literalmente) na mesma hora e na sexta já comecei!

É um outro trabalho muito comum para brasileiros, como “glassier” ou catador de copos. Recolher os copos vazios, lavar, limpar copos quebrados, organizar o máximo possível o PUB.

Entrei nos horários de pico, sempre lotados com o verão australiano! Preciosas horas de sexta e sábado a noite que me ajudaram por algumas semanas. Querendo ou não estava entre meus amigos na hora da festa!

Mas precisava renovar o visto e pagar a escola em breve, e a grana não era suficiente. Foi aí que um misto de sorte e competência deu o empurrão que faltava!

Era época de natal e reveillon, como havia trabalhado forte e ganhado confiança, me chamaram para trabalhar todos os dias!

Era perfeito! Trabalhei como nunca, junto com um novo amigo – que depois virou irmão – Mathias e a outra galera irada que trabalhava lá! Malucos Australianos, da Inglaterra, Paquistão, Bangladesh, Nepal e todo tipo imaginável! Figuraças!

Fiz a grana necessária, paguei tudo e garanti mais alguns meses na ilha paradisíaca! Além de ainda tomar umas de graça e jogar uma sinuquinha com a turma sempre depois de fechar o PUB!

Até hoje agradeço a Gabô (que me ligou para trabalhar) pela chance e pela confiança de ter me chamado, mesmo sem me conhecer bem!

Mas ainda teve um outro passo nessa história. Como o Mathias estava aprendendo a trabalhar como Barman, entrei na mesma onda e fui aprendendo também! Outra profissão para meu louco currículo!

Mestres como o Márcio (brasileiro que já estava muito anos por lá) e todo o resto da gringaiada louca! Até hoje não sei se era obrigação ou prazer, porque sempre amei a vida boêmia!

Acabei minha vida de trabalhador na Austrália com grana suficiente para rodar a Ásia com um grande amigo, passar 3 meses na Europa e ainda curtir a minha volta ao Brasil! Not bad!!! CHEERS!!!

Escrito por Michel P. Zylberberg
(https://rodandopelomundo.wordpress.com/
)

> Leia a primeira parte!

Mais dicas sobre viagens e trabalho no exterior em Destaques!

VIDEOS DE LONDRES

Tive o prazer de passar alguns dias por Londres com grandes amigos e finalmente fiz dois videos para mostrar um pouco dessa cidade maravilhosa e cheia de mistérios!

LONDRES 2007 [novo!]
[YouTube=http://br.youtube.com/watch?v=ZSuWKXefYOI]

LONDRES 2006 [novo!]
[YouTube=http://br.youtube.com/watch?v=Tguq6DcRmBI]

Amanhã começo meu trabalho novo, tomara que de tudo certo!

Leia mais sobre a Inglaterra e outras viagens em TOP POSTS.

Boa semana para todos!

Cheers, Michel

Dicas rápidas para quem quer morar fora!

Leiam uma matéria muito boa do UOL sobre trabalhos no exterior:
http://noticias.uol.com.br/educacao/cursosnoexterior/aupair.jhtm

Dicas para intercâmbio pelo mundo (UOL):
http://educacao.uol.com.br/ultnot/2008/02/27/ult105u6265.jhtm

Guia de cursos no exterior, também no UOL:
http://noticias.uol.com.br/educacao/cursosnoexterior/

Confira também em Destaques dicas sobre viagem em geral!

Aqui trecho de uma das reportagens:

Destinos mais procurados por intercambistas
Entre 2005 e 2006, saíram do Brasil para estudar cerca de 85 mil pessoas entre 16 e 30 anos.

Dados do Salão do Estudante apontam que, durante o período, o país que mais recebeu brasileiros foi o Canadá. Um dos motivos que levaram os estudantes a essa preferência é o fato de o dólar canadense ser mais barato do que o americano. O baixo índice de violência e a facilidade de obtenção de visto também estimulam os intercambistas a optar pelo país.

Em segundo lugar na preferência dos brasileiros que querem estudar inglês -ainda de acordo com estatísticas das agências de intercâmbio- vem a Austrália e em terceiro, o Reino Unido, que engloba a Inglaterra e a Escócia.

Os quatro países têm ótima qualidade de vida. No caso da Austrália, para poder trabalhar, é preciso estar inscrito em um curso de 12 meses. Ocupando o quarto lugar do ranking está a terra do Tio Sam, os EUA.

Outros países da Europa também estão de olho nos estudantes estrangeiros. Só no último ano, mais de 1.000 brasileiros foram para a Espanha. Itália e França também são destinos que despertam interesse por cursos como gastronomia, moda e comunicação.

Locais do Salão do Estudante 2008
# São Paulo: 01 e 02 de março
Local: Centro de eventos São Luiz
End: Rua Luiz Coelho, 323 (próx. ao Metrô Consolação)
Horário: 13h às 20h

# Salvador – 05 de março
Local: Fiesta Convention Center (ao lado do Hotel Fiesta)
End: Av. ACM, 711 – Itaigara
Horário: 14h às 20h30

# Rio de Janeiro – 07 de março
Local: Hotel Sofitel
End: Av. Atlântica, 4240 – Copacabana
Horário: 14h às 20h30

# Porto Alegre – 09 de março
Local: Centro de eventos da PUC
End: Av. Ipiranga, 6681 – P. 41
Horário: 14h às 20h30

# Florianópolis – 11 de março
Local: Beira Mar Shopping (Centro de eventos)
End: Rua Bocaiúva, 2468 – Centro
Horário: 14h às 20h30

# Curitiba – 13 de março
Local: Estação Embratel Convention Center
End: Av. 7 de Setembro, 2775
Horário: 14h às 20h30

Como falei, dicas rápidas :D

Se tiver algumas escreve ae!!!

Muita paz pra todo mundo!!!!

Meu video de Bournemouth – Inglaterra 2007

Galera, depois de um tempo sem vídeo, acaba de sair um do forno!!!

A pedidos – e como não poderia faltar – agora é a vez de Bournemouth!!! Uma terrinha que me fez sentir em casa, com uma galera que virou amiga pra vida toda!!!

[YouTube=http://www.youtube.com/watch?v=_dN2CAxSLOk]

Agradecimentos mais que especiais pro Bruno, Nath, Babu, Thais, Fran, Felipão, Dani, Vinícius, Caio, Xota, Ju, Mauricio, Lu, Dirceu, Oscar, Gustavo e todo o resto da galera… sem nenhuma excessão!!!

Para quem não conferiu ainda, tem também: Paraíso perdido na Inglaterra

Saudade pra caralho, espero a visita de vocês por aqui… valeu, see yaaaaaaaaaa

Quanto posso ganhar trabalhando pelo mundo?

Esta pergunta sempre surge quando pensamos em chutar tudo para o alto no Brasil e nos jogar em algum lugar do mundo, tentando fazer uma grana extra e o famoso pé-de-meia.

Mas, apesar de que se fizermos tudo certo o resultado seja normalmente positivo, existem os riscos e armadilhas. Quero falar um pouco do que já vi e passei, apesar de não me julgar nem de perto um especialista no assunto.

Vou abordar três dos mais visados destinos da atualidade: Irlanda, Inglaterra e Austrália. Sendo que destes só cheguei a trabalhar no último.

O primeiro passo seria o investimento. Custo com passagem (que sempre pesa bastante), papelada (muita!), intermediário (ou o que seja), visto (estudante, trabalho…) e coisas como exame médico e outras coisas mais…

Por este primeiro passo, muita gente já descarta de cara a Austrália, porque realmente é quase o dobro do preço. Aí a escolha fica entre a Irlanda e a Inglaterra, com um custo médio total que gira em torno de R$ 10.000 (contando com um dinheiro para os primeiros dias sem trabalho).

Com climas e estilos parecidos e a diferença maior ficando com a moeda corrente, o sálario mínimo por hora acaba se igualando. Na Irlanda em torno de 8 euros (EUR) e na Inglaterra em torno de 5,40 pounds (GBP), praticamente um-para-um convertendo.

Para um conversão mais precisa pela cotação do dia consulte: http://www.bloomberg.com/invest/calculators/currency.html

steyneJá o dólar australiano (AUD), um pouco menos valorizado, acaba também ficando um-para-um com esses dois países. O mínimo em torno de 12 AUD. Lembrando que o pagamento – diferentemente do Brasil – quase sempre saí toda semana. Melhor para quem tem dificuldades em controlar os gastos.

Com o visto de estudante o permitido seria trabalhar no máximo 20h por semana. Então teríamos:

Irlanda: 160 EUR
Inglaterra: 108 GBP
Austrália: 240 AUD

Quem juntaria dinheiro ganhando isso por semana? Já que apenas o aluguel semanal gira em torno de 80 EUR, 60 GBP e 120 AUD.

Mas aí que está o pulo do gato. Muita gente acaba trabalhando muito mais, mesmo com o risco de deportação.

Os três países que cito, diferentemente de países como Estados Unidos, Canadá e mais alguns da Europa, precisam de mão-de-obra pesada e acabam fechando um pouco os olhos. Já que a grande maioria dos brasileiros trabalha em restaurantes lavando prato, em construção civil e coisas do gênero.

Construção civil aliás, com a fama de ser uma das melhores remunerações. Além de ser horário fixo de trabalho. Em Sydney, por exemplo, trabalhando todos os dias da 7 da manhã às 3 da tarde, o salário fica em torno de 1.000 AUD por semana. Nada mau para quem souber poupar.

Então antes de anunciar o carro nos classificados, vender suas tranqueiras, fazer rifa com os amigos, fazer aulas particulares de inglês e pedir dinheiro para seu pai pense com cuidado. Se é possível fazer dinheiro, claro que sim.

Mas lembre-se que uma vez lá os custo não acabam. O investimento é grande caso queira renovar o visto e pagar mais um curso. E que o controle das escolas muitas vezes é rígido, tendo que ter no mínimo 80% de presença para poder renovar o visto.

Pense também no investimento inicial, que demoraria para ser quitado. Mas chega de desanimá-los, uma vez que no Brasil ganhar R$ 25,00 por hora é muito difícil. Então sabendo regular, economizar e principalmente planejar, é possível partir com calma e segurança.

Mas, o mais importante de tudo, faça contatos sempre! Não fuja de brasileiros porque possivelmente eles que vão te arrumar emprego.

Fica quase tudo na base do contato, um largar o emprego e te coloca no lugar ou alguém que fica sabendo de um lugar que precisa e indica você. Tudo na base da confiança, faça por merecer sempre. Senão se queima e queima teu amigo junto.

Basta não ter medo e vergonha de trabalhar pesado. Com certeza quando voltar você irá valorizar muito mais a sua família, a comodidade do lar e as pessoas que fazem o trabalho pesado no Brasil e ganham muito pouco por isso.

Boa sorte e boa viagem! Nos vemos por aí…

Paraíso perdido na Inglaterra

Muitas vezes moramos em algum lugar e nem sequer sabemos o que está a nossa volta. As belezas escondidas ou a falta de tempo nos privam de curtir muitas coisas.

Mas aproveitando um dia irado e a companhia de um grande figura, Gustavo Brown, tive o privilégio de dar um rolê de bike de Bournemouth até ‘Old Harry Rocks’, na Inglaterra. Não preciso nem falar, basta ver algumas das imagens e as fotos no novo vídeo:

[YouTube=http://www.youtube.com/watch?v=blrFPr5g94M]

Não deixe de curtir tudo que puder, aproveite o tempo livre. Porque geralmente só damos valor as coisas que temos depois de perdê-las.

Valeu Brown, valeu galera! Depois mando mais notícias, é o que não falta…