Archive for the 'estados unidos' Category

Na Natureza Selvagem

Um grandíssimo amigo que está no Brasil me escreveu falando que assistiu o filme “Na Natureza Selvagem” e pensou pra caralho em mim. Grandes amigos têm saudade, é irmandade.

É conferir para entender o motivo:

A galera toda reunida, se aventurando, na eterna busca pela felicidade. Ou sozinho rodando pelo mundo. Importante é curtir e sonhar sempre!

Aliás, hoje sonhei que tomava umas com Tom Jobim e o Vinicius… sonho louco? Prazer, louco é meu sobrenome!

Abração e muita paz galera!

Valeu, Michel

Rodando pelo mundo da música

Não toco nada bem, mas faço barulho. Não me envergonho de tentar, mas geralmente música está no sangue. No meu não.

Mas para ouvir uma boa música não precisa de nada em especial. E com o tempo fui aprendendo ritmos e gostando dos mais variados tipos de sons.

E resolvi compartilhar com vocês algumas da minhas bandas e artistas favoritos que conheci rodando esse mundo muito louco!

Vou apenas citar rapidamente as mais carimbadas como Bob Marley, Led Zeppelin, Pink Floyd, Jack Johnson e The Doors porque dispensam apresentação.

Das brasucas: Chico Buarque, Natiruts, ‘rock brasília’, MPB em geral. Pagode e samba também, claro.

Partindo para algumas mais desconhecidas, destaque para:

Donavon Frankenreiter: Bicho-grilo californiano, parceiro de Jack Johnson e Ben Harper, sobrenome complicado e música leve, para relaxar a alma. “Eu tenho falado para as pessoas que me perguntam ‘por que você não escreve músicas depressivas?’ Claro, eu tenho dias ruins como todo mundo, mas geralmente, eu me sinto privilegiado. Quando eu pego o meu violão, eu me sinto bem. Isto me faz querer abrir uma garrafa de vinho e fazer a festa, e isso é o que eu gostaria que as pessoas sentissem ao ouvirem a minha música.” (Donavon)

The Beautiful Girls: Ainda no estilo surf music, essa banda australiana traz qualidade em todas as músicas, fazendo um som original e que não canso de ouvir.

Groundation: Outra banda californiana, mas de reggae roots e influenciada pro jazz e dub. Indicada pelo meu amigo Fernando Bittar, não saiu mais do meu toca discos!

Lenine: Osvaldo Lenine Macedo Pimentel, esse recifense está ganhando cada vez mais espaço na música brasileira. Estilo particular, personalidade forte. Não tinha ouvido bem antes, mas fora do Brasil valorizamos muito mais o nosso ‘produto nacional’. Site oficial interessante.

311 (“three eleven”): formada em 1988 em Omaha, Nebraska. Salada músical de qualidade entre rap, hip-hop, rock alternativo, reggae, rapcore, ragga e funk. Destaque para a carro-chefe “Amber”.

Blues Etílicos: 20 anos de estrada 10 CDs lançados fazem dessa a maior banda de blues brasileira! Cantando em inglês ou português, homenagiando Raulzito ou Muddy Waters, é outra banda que está sempre no shuffle.

E para confirmar a minha natureza eclética: “Vocês riem de mim porque sou diferente… eu rio de vocês porque são todos iguais” (Bob Marley)

Espero dicas também! Bom fim de semana galera!!!

Positive vibrations!

Valeu, Michel P. Zylberberg

Rodando em busca da cerveja perfeita

Enquanto Marcelo D2 roda o mundo em busca da batida perfeita, eu rodo atrás da cerveja perfeita. Da batida também, mas de limão, maracujá, morango ou o que quer que venha!

Tenho um currículo de respeito quando o assunto é a loira gelada e horas de banco de boteco.

E, aproveitando o comentário do Thiago Victor, vou falar um pouco dessa experiência estressante de sentar em algum bar pelo mundo e apreciar uma cervejinha.

Nunca fui muito de marca, mais de preço mesmo. Porque geralmente na segunda tudo que vier é lucro!

E a regra vale para o exterior, onde a cerveja custa muito mais que no Brasil.

Saudosos tempos de faculdade quando comprava um monte de fichas de cerveja por 1 real cada. Era perfeito!

Não é que agora aumentou tanto. Ainda sim dá para comprar uns engradados com os amigos e fazer a festa até cair!

Eu completei 21 anos nos EUA, idade que – por lei – jovens podem começar a beber lá. Para variar, ganhei uma caixa de cerveja de presente! Acredito que tenha sido o presente que mais ganhei na vida e nunca fiz cara feia…

Mas cerveja em dólar desce mais amarga. Ao menos as cervejas australianas e européias são mais fortes que as brasileiras, requerendo menos goladas para chegar a um nível legal.

Quando estava no Brasil fazia sempre churrascos em casa, eram dezenas de caixas. Depois veio o “CarnaMichelFolia”, festa que eu produzia para umas 300 pessoas, com umas 60 caixas de cerveja liberadas.

Na Austrália não lembro de ter visto mais de três caixas juntas. Com a cerveja custando em média 3 dólares nas lojas e 7 dólares na noite ficava difícil.

Mas não pense que vai chegar na Austrália e tomar um porre na praia, é proibido! Não pode consumir álcool na praia, nas ruas, em espaços abertos. Polícia chega, dá esporro, até multa.

Austrália definitivamente não é o lugar ideal para beber. Só vende em lojas especializadas chamadas de bottleshops.

É normal brasileiro chegar morrendo de sede por lá (como eu) e encontrar só sucos e refrigerantes em lojas de conveniência e supermercados.

Para beber em bares, deve geralmente andar aos PUBs. Todos ambientes fechados.

Restaurantes só com licença para álcool. Para trabalhar em bar tive que fazer um curso de responsabilidade, aprendendo a seguir as leis de lá.

Você está tomando uma e se o pessoal do bar achar que você passou dos limites não te vende mais.

E a qualquer momento um segurança pode te dar um tapinha nas costas e te botar para fora do PUB. Sem perdão.

embuscadacervejaperfeita.jpg

Mas voltando ao assunto do post, cervejinha sempre cai bem.

Estamos acostumados no Brasil a reclamar quando a cerveja não está quase congelando… quantas vezes pedi para trocar, mesmo estando gelada.

Mas gringo bebe quente e acabei aprendendo! Eles nunca colocam no freezer, sempre geladeira.

Até porque no inverno nem precisa, mas no verão tomam até em temperatura ambiente e acabei aprendendo também.

Para falar de sabor, na Austrália tomava sempre Tooheys New, muito boa e uma das mais ‘baratas’.

Depois do trabalho no PUB fica entre a Coopers (verde) e a suave Bluetongue porque bebia de graça.

Na Austrália também bebem muito a irlandesa escura Guinness, que domina a Irlanda toda. Além de ser a mais barata na terra do U2, custando em média 5 dólares.

Cervejas asiáticas me lembraram muito as brasileiras, talvez por serem também países quentes. A cerveja é sempre mais suave e gelada.

Em Cuba, além dos charutos, mojitos e piñas coladas, para refrescar do calor era sempre uma boa pedida uma Cristal.

O site de viajantes backpackers (em inglês) thebackpacker.net tem uma lista grande de cervejas pelo mundo e a votação para cada uma delas! No Brasil, Original e Bohemia lideram a lista (merecidamente).

Algumas cervejas que destaco nas minhas andanças pelo mundo:

.Erdinger (loira alemã) – bastante conhecida (e cara) também no Brasil, é uma das tops do mundo!
.Corona (mexicana) – com uma fatia de limão dentro, sem dúvida uma das minhas favoritas!
.Stella Artois (belga) – irada como o site!
.Bucanero (cubana) – sem dúvida a melhor cerveja da terra do Che Guevara
.Amstel (grécia) – para mim deixa a mais vendida por lá ‘mythos’ no chinelo
.Singha (tailandesa) – barata e boa como o país
.Bali Hai (indonésia) – perfeita para tomar curtindo as ondas

Aqui na Suíça não são tantas as opções e quase todas custam o mesmo. Cervejas americanas como Heineken e Miller têm bastante saída.

De produção suíça compro quase sempre Eichhof, Löwenbräu, Cardinal e a Feldschlösschen.

Quase todas com nomes estranhos e sabores parecidos. Mas nem de perto compara com a qualidade dos chocolates suíços. Mas nosso assunto aqui é cerveja, então SAÚDE!

Valeu Thiago Victor pela idéia e fiquem a vontade para colaborar com a cultura boêmia do nosso blog Rodando pelo Mundo!

PAZ! Michel P. Zylberberg

Dicas rápidas para quem quer morar fora!

Leiam uma matéria muito boa do UOL sobre trabalhos no exterior:
http://noticias.uol.com.br/educacao/cursosnoexterior/aupair.jhtm

Dicas para intercâmbio pelo mundo (UOL):
http://educacao.uol.com.br/ultnot/2008/02/27/ult105u6265.jhtm

Guia de cursos no exterior, também no UOL:
http://noticias.uol.com.br/educacao/cursosnoexterior/

Confira também em Destaques dicas sobre viagem em geral!

Aqui trecho de uma das reportagens:

Destinos mais procurados por intercambistas
Entre 2005 e 2006, saíram do Brasil para estudar cerca de 85 mil pessoas entre 16 e 30 anos.

Dados do Salão do Estudante apontam que, durante o período, o país que mais recebeu brasileiros foi o Canadá. Um dos motivos que levaram os estudantes a essa preferência é o fato de o dólar canadense ser mais barato do que o americano. O baixo índice de violência e a facilidade de obtenção de visto também estimulam os intercambistas a optar pelo país.

Em segundo lugar na preferência dos brasileiros que querem estudar inglês -ainda de acordo com estatísticas das agências de intercâmbio- vem a Austrália e em terceiro, o Reino Unido, que engloba a Inglaterra e a Escócia.

Os quatro países têm ótima qualidade de vida. No caso da Austrália, para poder trabalhar, é preciso estar inscrito em um curso de 12 meses. Ocupando o quarto lugar do ranking está a terra do Tio Sam, os EUA.

Outros países da Europa também estão de olho nos estudantes estrangeiros. Só no último ano, mais de 1.000 brasileiros foram para a Espanha. Itália e França também são destinos que despertam interesse por cursos como gastronomia, moda e comunicação.

Locais do Salão do Estudante 2008
# São Paulo: 01 e 02 de março
Local: Centro de eventos São Luiz
End: Rua Luiz Coelho, 323 (próx. ao Metrô Consolação)
Horário: 13h às 20h

# Salvador – 05 de março
Local: Fiesta Convention Center (ao lado do Hotel Fiesta)
End: Av. ACM, 711 – Itaigara
Horário: 14h às 20h30

# Rio de Janeiro – 07 de março
Local: Hotel Sofitel
End: Av. Atlântica, 4240 – Copacabana
Horário: 14h às 20h30

# Porto Alegre – 09 de março
Local: Centro de eventos da PUC
End: Av. Ipiranga, 6681 – P. 41
Horário: 14h às 20h30

# Florianópolis – 11 de março
Local: Beira Mar Shopping (Centro de eventos)
End: Rua Bocaiúva, 2468 – Centro
Horário: 14h às 20h30

# Curitiba – 13 de março
Local: Estação Embratel Convention Center
End: Av. 7 de Setembro, 2775
Horário: 14h às 20h30

Como falei, dicas rápidas :D

Se tiver algumas escreve ae!!!

Muita paz pra todo mundo!!!!

San Diego 1 x 3 Australia

Comentário:
Ola Michel,

Assim como vc, sou um viajante onde nunca consegui sussegar a bunda aqui no Brasil, ja fui morar nos EUA em San Diego entre 2000/2001, onde eu amo ate os dias de hj, acho o melhor lugar do mundo. Depois fui morar na China por 5 meses, depois Portugal e por ai vai.

Hj com 30 anos estou querendo sussegar de vez e optar por um lugar no mundo onde possa ter uma vida excelente, com respeito, povo educado e segurança claro. Assim estava pensando em talvez optar em ir para a AUS (gold coast) ao inves de voltar pra San Diego, pois la a coisa ta complicada para ficar legal no pais etc.

E como vc ja foi morar em ambos os lugares, tanto San Diego como Australia, queria saber sua opinao comparando os dois? Qual é melhor, onde as pessoas sao mais educadas e corretas, onde as coisas funcionam mais etc? O unico ponto que me fez balancar entre SD e AUS é que na Australia se pode conseguir residencia, trabalhar legamente etc, o que nos EUA ta impossivel. Entao Michel, se puder comentar um pouco sobre sua experiencia e o que achou melhor, eu fico muito grato.
Abraços e obrigado

Ae Rafael!

Valeu pela mensagem, espero pode ajudar um pouco nessa sua escolha tão importante! E, como o assunto pode ajudar outras pessoas também, respondo também diretamente no blog.

Eu não sou o que poderia se considerar um fã dos Estados Unidos, sua cultura e seu povo em geral. Além de costumes, hábitos e preconceitos.

Tenho três primos morando lá e vencendo na vida, claro que passando por cima de infinitas dificuldades. Legal ou ilegalmente, existem caminhos e riscos.

Estamos tratando de dois lugares paradisíacos, sonhos de muita gente. Mas volto ao que sempre digo, para mim não existe lugar melhor do que a Austrália! É o Brasil que deu certo.

Muitos amigos se dando muito bem por lá, alguns tentando conseguir a residência e assim morar a vida toda. Mas não é tão fácil assim, a não ser que você se case com uma australiana.

É o caso de um casal de amigos brasileiros que morou por lá cerca de 8 anos e agora tenta a residência. Mais de um ano tentando sem resposta, mas ainda estão na expectativa.

Tem alguns atalhos para conseguir os pontos e aplicar para residência, mas não saberia te explicar. Poderia pesquisar depois, é algo interessante. Sei que depende de estudos, trabalhos e coisas do gênero.

Nos EUA a tendência para com os imigrantes é sempre piorar, na medida que o medo de ataques terroristas e coisas do gênero só aumentam. Eles são – infelizmente a grande maioria – fechados com povos de outros países, sem falar do sistema de ensino no que se trata de cultura geral.

australiaA Austrália é um lugar de paz e oportunidades. Trabalhando duro e buscando o espaço pode ir longe! Belas paisagens, belas mulheres, muita festa, povo alegre, seguro e com o clima muito parecido com o brasileiro. Alto-astral.

Se eu não tivesse conhecido minha noiva italiana (conheci lá em Sydney!) e decidido largar tudo e vim para Europa, com certeza ainda estaria lá. Com bastante grana e grande qualidade de vida!

Quando pergunta sobre o país que recomendo, repito e não mudo… Austrália.

Mas você, também como bom viajante, sabe jogar com os riscos e creio que não terá problema em arriscar.

Também estou quase nos 30 e é uma chance que poucos têm de poder decidir entre tantos lugares, aquele que quer morar.

Mas eu não seria jamais pretensioso ao ponto de indicar o teu caminho. Como você pediu, estou apenas dando a minha sugestão e visão pessoal, e faço isto com muito prazer sempre.

Sabendo que todos lugares do mundo têm suas vantagens e dificuldades, sendo que em alguns, elas se equilibram mais.

Grande abraço e boa sorte! Nos vemos pelo mundo…

Leia também: O país que recomendo

Valeu, Michel Zylberberg

Quanto posso ganhar trabalhando pelo mundo?

Esta pergunta sempre surge quando pensamos em chutar tudo para o alto no Brasil e nos jogar em algum lugar do mundo, tentando fazer uma grana extra e o famoso pé-de-meia.

Mas, apesar de que se fizermos tudo certo o resultado seja normalmente positivo, existem os riscos e armadilhas. Quero falar um pouco do que já vi e passei, apesar de não me julgar nem de perto um especialista no assunto.

Vou abordar três dos mais visados destinos da atualidade: Irlanda, Inglaterra e Austrália. Sendo que destes só cheguei a trabalhar no último.

O primeiro passo seria o investimento. Custo com passagem (que sempre pesa bastante), papelada (muita!), intermediário (ou o que seja), visto (estudante, trabalho…) e coisas como exame médico e outras coisas mais…

Por este primeiro passo, muita gente já descarta de cara a Austrália, porque realmente é quase o dobro do preço. Aí a escolha fica entre a Irlanda e a Inglaterra, com um custo médio total que gira em torno de R$ 10.000 (contando com um dinheiro para os primeiros dias sem trabalho).

Com climas e estilos parecidos e a diferença maior ficando com a moeda corrente, o sálario mínimo por hora acaba se igualando. Na Irlanda em torno de 8 euros (EUR) e na Inglaterra em torno de 5,40 pounds (GBP), praticamente um-para-um convertendo.

Para um conversão mais precisa pela cotação do dia consulte: http://www.bloomberg.com/invest/calculators/currency.html

steyneJá o dólar australiano (AUD), um pouco menos valorizado, acaba também ficando um-para-um com esses dois países. O mínimo em torno de 12 AUD. Lembrando que o pagamento – diferentemente do Brasil – quase sempre saí toda semana. Melhor para quem tem dificuldades em controlar os gastos.

Com o visto de estudante o permitido seria trabalhar no máximo 20h por semana. Então teríamos:

Irlanda: 160 EUR
Inglaterra: 108 GBP
Austrália: 240 AUD

Quem juntaria dinheiro ganhando isso por semana? Já que apenas o aluguel semanal gira em torno de 80 EUR, 60 GBP e 120 AUD.

Mas aí que está o pulo do gato. Muita gente acaba trabalhando muito mais, mesmo com o risco de deportação.

Os três países que cito, diferentemente de países como Estados Unidos, Canadá e mais alguns da Europa, precisam de mão-de-obra pesada e acabam fechando um pouco os olhos. Já que a grande maioria dos brasileiros trabalha em restaurantes lavando prato, em construção civil e coisas do gênero.

Construção civil aliás, com a fama de ser uma das melhores remunerações. Além de ser horário fixo de trabalho. Em Sydney, por exemplo, trabalhando todos os dias da 7 da manhã às 3 da tarde, o salário fica em torno de 1.000 AUD por semana. Nada mau para quem souber poupar.

Então antes de anunciar o carro nos classificados, vender suas tranqueiras, fazer rifa com os amigos, fazer aulas particulares de inglês e pedir dinheiro para seu pai pense com cuidado. Se é possível fazer dinheiro, claro que sim.

Mas lembre-se que uma vez lá os custo não acabam. O investimento é grande caso queira renovar o visto e pagar mais um curso. E que o controle das escolas muitas vezes é rígido, tendo que ter no mínimo 80% de presença para poder renovar o visto.

Pense também no investimento inicial, que demoraria para ser quitado. Mas chega de desanimá-los, uma vez que no Brasil ganhar R$ 25,00 por hora é muito difícil. Então sabendo regular, economizar e principalmente planejar, é possível partir com calma e segurança.

Mas, o mais importante de tudo, faça contatos sempre! Não fuja de brasileiros porque possivelmente eles que vão te arrumar emprego.

Fica quase tudo na base do contato, um largar o emprego e te coloca no lugar ou alguém que fica sabendo de um lugar que precisa e indica você. Tudo na base da confiança, faça por merecer sempre. Senão se queima e queima teu amigo junto.

Basta não ter medo e vergonha de trabalhar pesado. Com certeza quando voltar você irá valorizar muito mais a sua família, a comodidade do lar e as pessoas que fazem o trabalho pesado no Brasil e ganham muito pouco por isso.

Boa sorte e boa viagem! Nos vemos por aí…

Amigos, conhecidos e contatos…

Pelo título do post já dá para imaginar do que se trata… ainda mais depois dos últimos acontecimentos e viagens. Amigos, conhecidos, contatos e todos os tipos de relacionamentos que possa existir podem fazer a diferença.

Na Inglaterra, por exemplo, cheguei em Londres e fiquei dois dias na casa de um amigo que trabalhou comigo em uma agência de internet em São Paulo. Depois fui para casa de uma amiga da mesma cidade que eu em Minas por mais dois dias, além de fazer um turismo pela cidade com ela.

Como não gosto de cidade grande, além de tudo custar mais caro, resolvi já rodar. Liguei para um amigão com o qual havia viajado para os EUA em 2001 e fui parar na casa dele em Bournemouth, sul da Inglaterra. Conhecia a namorada dele também, gente finíssima! Além da prima dela que mora na mesma república (casa onde moram pessoas diversas que dividem o aluguel) e eu também já conhecia e o namorado com a irmã.

Aí foi tão show e me integrei tanto com a galera que fui ficando! Dormi também um dia na casa de amigo que conheci por lá e acabamos virando parceiros. Depois ainda descobri que já conhecia o irmão dele do carnaval de Salvador (provando mais uma vez como o mundo é um ovo de codorna). Na república tinham mais outros brasucas e acabei me enturmando mais e aí já me sentia em casa.

No meio tempo o casal foi viajar com mais um amigo pela Europa e quando este amigo voltou me convidou para ir com ele e o irmão para Irlanda. Eu já conhecia o irmão, mas lá da Inglaterra mesmo, porque havíamos feito um role de bicicleta até um lugar paradisíaco chamado “Old Harry Rocks“. Lá fui eu mais uma vez, no dia seguinte partindo para Irlanda sem saber nada do país e da viagem!

Estava mais tranqüilo porque havia amigos por lá também, em Dublin. Já escrevi para eles dizendo que estava indo. Na primeira noite acabamos ficando em um albergue perto do aeroporto porque chegamos tarde e já fechamos o passeio do qual falei dois posts atrás. Tudo rolando na paz.

Voltando para Dublin, quando cheguei na estação liguei para um amigo que havia estudado com meu irmão e na hora ele foi me pegar e já fomos para casa dele. Dormi por lá nos dias seguintes e também integrei com todos da casa! Claro que saindo também e encontrando outros amigos e curtindo os últimos dias de Pubs irlandeses.

Toda essa história para dizer que não interessa o quanto você ache que já tem tudo que precisa, todos contatos possíveis serão importantes na sua vida! Muitas vezes quando namoramos perdemos os amigos, deixamos a vida toda em função da pessoa e isso é terrível! Saiba dividir a atenção. Porque amigos são para sempre, namoradas quase sempre não.

Muitos brincam porque tenho quase 1000 amigos no orkut. Eu me orgulho, mesmo sendo apenas um exemplo virtual. Costumo brincar que sou que nem puta, conheço todo mundo… bobear conheço até mais que muitas delas! uheuuheuheuh e continuarei assim.

Porque sem contatos e sem amigos, eu provavelmente ficaria isolado em um hotelzinho qualquer ou tomaria uma cerveja sozinho no balcão de algum bar. Triste, deprimente.

galera

Agradeço a todos que cruzaram meus caminhos e me ajudaram de qualquer forma. Assim como deixo as portas abertas para aqueles que igualmente as abriram para mim.

Não seja solitário e egoísta como a nossa cultura nos ensina a ser. O convívio humano é o sentido da vida. Falei bonito! Hora de dormir…