Archive for the 'serviços' Category

Qualquer tipo de trabalho merece respeito

Você já se imaginou trabalhando lavando prato em um restaurante, como ajudante de cozinha? E, além do mais, sonhando em algum dia ser promovido à garçom ou chef?

Para muitos é uma coisa absurda e imposível no Brasil, além de existir ainda o preconceito com quem faz esse tipo de trabalho.

Mas, quando a escolha é outro país, muita gente (como eu) acaba atrás da pia de um restaurante lotado, levando esporro do gerente, tentando dar conta de milhares de pratos e panelas.

Se no Brasil o salário é baixíssimo, no exterior já é o suficiente para pagar as contas e ainda economizar. E conheci muita gente que trabalhou anos como ‘kitchen-hand’ (ou ajudante de cozinha) e nunca não se arrependeu.

Alguns outros têm até vergonha de falar que tiveram um trabalho assim. Mas a grande maioria fala na boa e ainda passa a valorizar quem faz esse tipo de trabalho na volta ao Brasil.

Não só esse tipo trabalho, como também garçom, faxineiro, barman, recolhedor de copos, ajudante de pedreiro, segurança e tantos outros. Eu já passei por alguns destes e hoje sei bem como é dura a vida de quem depende de um trabalho assim para viver.

Eu tive muita sorte (graças também ao meu Pai que insistiu para acabar a faculdade) de encontrar um trabalho na minha área no exterior. Mas, para tantos, não existe escolha.

Basta saber aproveitar e valorizar o dinheiro no bolso no fim do mês. Afinal, existem poucas coisas na vida piores do que ficar desempregado. E qualquer tipo de trabalho merece respeito.

Michel P. Zylberberg
https://rodandopelomundo.wordpress.com

Leia mais sobre trabalho no exterior, viagens e muito mais:
Destaques

Anúncios

Rodando uma semana por Mykonos – Grécia

Mesmo quando comecei a ler sobre Mykonos (Grécia) não poderia imaginar que uma ilhazinha (metade do tamanho da Ilha Grande-RJ) pudesse ser um verdadeiro paraíso para turistas de todas as partes do mundo.

Aeroporto internacional, hotéis de luxo e festas para todos os gostos. Uma mistura de férias familiares com liberdade total para todos os tipos e estilos.

Topless de todos os lados, algumas famílias de nudistas brincando com os filhos em algumas praias e casais gays. Tudo em perfeita sintonia e respeito com as pessoas consideradas ‘normais’.

As construções em pedra, pintadas de branco, com portas e janelas coloridas dão o toque no visual em todas a ilha. Fruto da madeira escarsa, esporádicos terremotos e da falta de dinheiro no passado para construções modernas – acabou virando marca registrada de ilhas gregas como Mykonos.

Mas o branco das casas se mistura às cores do belo mar limpo e transparente e ao céu com raras nuvens. A alegre música grega faz a trilha sonora dos milhares de turistas que circulam pela ilha nas épocas quentes do ano.

Para rodar pela ilha basta uma motinha ou um quadricículo (foi a nossa escolha). Para os mais exigêntes é possível alugar todos os tipos de carros. Mas, mesmo com uma altura máxima por volta de 350m e estradas razoáveis, o acesso à algumas praias é muitas vezes inviável. Aí quem resolve o problema são os barcos-taxi, embarcações de pescadores que se adaptam ao fluxo interminável de turistas cobrando um preço razoável.

A ilha vive basicamente do turismo, e vive bem. Tirando o inverno, a quantidade de dinheiro que circula é incrível, justificando a total segurança. Nem sequer ouvi falar de assaltos ou qualquer coisa do gênero. Rodamos a qualquer hora do dia e da noite sem qualquer tipo de preocupação.

Platys Gialos, Paradaise e Super Paradaise são as principais e mais procuradas praias, sempre com inúmeros iates ancorados e protegidas dos fortes ventos do norte.

Para fugir do sol escaldante no conforto de uma cadeira de sol o preço é meio salgado, mas se comer em um dos restaurantes acaba sendo grátis. O atendimento e o estilo se parecem com o do nordeste brasileiro.

A comida grega é famosa em todo o mundo, de qualidade e saborosa. Mas o cuidado tem que ser tomado quanto ao reaproveitamento de frutos do mar e coisas do gênero que podem não ser tão frescos assim.

A cultura também está fortemente presente na ilha. Museus, muitos belos pontos turísticos (moínhos de vento, little venice, farol, igrejas…), visuais inesquecíveis como um belo pôr-do-sol no mar ou a paz de uma praia deserta.

O centro da ilha é sempre cheio de turistas e têm lojas que vão dos souveniers aos grandes – e caros – negócios do mundo todo. Em meio ao comércio se misturam os restaurantes. Os gregos são sempre receptivos e gentis, quase todos falam inglês ou italiano fluentes.

Alemães, suíços e italianos lideram a lista dos turistas. Mas ví também muitos americanos, canadenses, espanhóis, australianos e – lógico – brasileiros. Todos na mesma sintonia, relaxando na praia ou curtindo nas noitadas que vão até de manhã na piscina ou na beira do mar.

Em casal, solteiro ou com os amigos, Mykonos será sempre uma bela pedida! Quem visita a ilha sabe que irá se surpreender a cada segundo. Seja com a cultura, paisagens, festassurpresas que só um lugar assim pode oferecer.

Curta o vídeo desta viagem:

A V I S O :
Rodando Pelo Mundo
mudou de endereço:

www.rodandopelomundo.com

PAZ!

Texto e fotos por Michel P. Zylberberg para o blog Rodando pelo Mundo

Povo amigável e cultura rica atraem estudantes para Irlanda

Fala galera! Vou fazer uma coisa que não é muito normal no blog, usar texto de um outro site (créditos no fim do post). Mas é devido ao grande número de perguntas sobre a Irlanda, um dos maiores destinos de brasileiros nos últimos anos. Aproveitem e bom fim de semana!

Dificuldades com a imigração para destinos tradicionais, possibilidade do trabalho legal e riqueza da história e cultura do país são alguns dos fatores que explicam o súbito interesse de brasileiros pela tradicional ilha de Eirie, conhecida mundialmente como a República da Irlanda. Com quase cinco milhões de habitantes divididos em variadas pradarias, praias e algumas grandes cidades, a Irlanda atrai cada vez mais estudantes para férias e intercâmbio.

(…) Diferentemente do que se espera, a Irlanda tem duas línguas oficiais: o inglês, fruto da dominação colonial da Inglaterra e o irlandês, língua celta, ainda bastante reverenciada e viva na sociedade local.

(…) Segundo a economista é também pela conseqüência de tristes episódios históricos que o povo irlandês é tão receptivo a estrangeiros. Ela explica que dada a “Grande Fome” e mesmo durante a colonização inglesa, que acabou em 1922, muitos irlandeses foram forçados a imigrar para outras terras. “É um grande prazer para nós recebermos estrangeiros. Eles serão sempre muito bem tratados”, avalia.

Nessa mesma perspectiva, a gerente de produtos da CI Fabiana Fernandes pontua que existem várias oportunidades de trabalho no país. Para estudantes a partir de 16 anos é possível trabalhar até 20 horas semanais. Já para os demais intercambistas, em cursos de línguas e universitários, é só assumir o compromisso de ficar no país por um tempo mínimo de seis meses. “Essa é uma das principais razões pelo aumento significativo da procura, além da maior facilidade de visto e boa receptividade ao estrangeiro”, conta Fabiana.

Tão importante quanto a história do país é sua contínua preservação do patrimônio cultural nacional. De celebridades antigas como os escritores James Joyce, Oscar Wilde, Sammuel Becket e Bernard Shaw até os atuais pop stars como as bandas U2, The Corrs e a cantora Sinead O’Connor, a Irlanda é marcada pela efervescência artística. “Existem inúmeros bares e festivais onde, além da música contemporânea, temos apresentações de canções e danças tradicionais”, orgulha-se Catherine.

(…) E, segundo Catherine não é só nos eventos esportivos que os mesmos rostos aparecem. “Em cidades pequenas todos vão para o mesmo bar e discoteca nos fins de semana. Aos poucos você acaba sempre festejando e se divertindo ao lado das mesmas pessoas. Na Irlanda você está há apenas três pessoas distante do resto da população”, conta. Com cerca de cinco milhões de habitantes, a Irlanda concentra, porém, alta densidade demográfica apenas nos grandes centros urbanos, como a capital Dublin.

“Acho que para o intercambista vale mais a pena ficar em uma cidade pequena, pois Dublin, por exemplo, é assim como outras capitais, uma cidade cosmopolita que pouco retém suas tradições. Nas vilas ou mesmo nas cidades de médio porte, o intercambista pode vivenciar o cotidiano da nossa cultura”, conta Catherine.

Conhecidos pela espontaneidade e um dos povos mais divertidos da Europa, os irlandeses têm fama de fanfarrões. “Mas, é importante lembrar que o adolescente que viaja para lá deve respeitar as normas do consumo de álcool. A maioridade de 18 anos para bebidas alcoólicas é sim fiscalizada e a família e escola do intercambista irão policiá-lo”, conclui Fabiana, lembrando que é até mais seguro para o jovem viver em um país europeu. “No Brasil há muito maior permissividade para o consumo de bebidas na adolescência”, conclui.

Texto: Julia Dietrich, integralmente publicado no site Aprendiz
Fotos: Michel P. Zylberbergrodando pelo mundo

Outro site com muita informação para estudantes: gogobrazil.com

Leia mais sobre a Irlanda no ‘rodando pelo mundo’:
.Irlanda
.Irlanda em vídeo

.Austrália x Irlanda
.Destaques

Entrevista com a Designer ‘Carol Rivello’

“Muita personalidade, simpatia e uma leve pitada de charme.
Um grande talento ‘Made in Brazil’!”

Assim poderia definir rapidamente a minha impressão dessa jovem designer mineira, que ainda criança foi morar em um paraíso mais conhecido como Florianópolis.

Carol Rivello, aos 22 anos já se formava em Design Gráfico, trabalhando como Diretora de Arte no Brasil e no exterior.

Na bagagem já conta também com experiência internacional, uma passagem pela J. Walter Thompson de Milão-Itália, trabalhando com clientes como Ferrè, Rolex, Yakult, Natuzzi e outros.

Adora música, comida, desenho e rodar pelo mundo!

Sempre gentil, aceitou a proposta para uma rápida entrevista escrita, que compartilho agora com vocês:

.Rodando pelo Mundo: Oi Carol! Em apenas três anos de formada, você já conquistou um grande espaço no complicado mundo do Design. Poderia falar um pouco de como rolou a escolha da profissão?

.Carol Rivello: Eu demorei um pouco a perceber que todas aquelas coisas que eu fazia desde criança (como ficar horas no computador desenhando fractais no logo, pintando no paint brush, ou então fazendo montagens no photoshop com fotos dos meus amigos) já eram indícios que eu tinha aptidão e paixão pela área. Cheguei a passar para Direito no vestibular, mas não cursei – para o desespero da minha família. Isso porque tinha lido sobre a profissão de Design em uma revista e me apaixonei. Fiz vestibular novamente, um ano depois, e tenho bastante orgulho dessa decisão que tomei.

.RPM: Como surgiu a oportunidade de trabalhar na Itália? Como foi trabalhar na área no exterior e como foi recebida e tratada pelos outros profissionais?

.Carol: A oportunidade na realidade não apareceu, eu fui atrás e batalhei bastante. Pedi demissão do meu antigo trabalho e fiquei um mês e meio organizando meu portifólio, fazendo aulas de italiano e correndo atrás do visto. Entrei em contato com algumas agências italianas daqui do Brasil, e chegando lá fiz entrevistas pessoalmente. Fui contratada na JWT, e só tenho coisas boas para falar de lá: todos me trataram muito bem, tiveram a maior paciência comigo, sem falar no nível profissional do lugar.

.RPM: O seu sobrenome é italiano, você tem o visto europeu? Se sim, o quanto é importante para quem quer trabalhar fora?

.Carol: Ainda não tenho o passaporte europeu mas pretendo voltar para a Itália ano que vem para dar entrada nele. É muito importante ter dupla cidadania, com ela você pode trabalhar em varios lugares da Europa, sem se preocupar com vistos, imigração, etc.

.RPM: Você foge completamente do esteriótipo social da mulher brasileira pelo mundo, rolou algum tipo de preconceito ou descriminação? Como isso pode mudar?

.Carol: Realmente as mulheres brasileiras são esteriotipadas de forma pejorativa no exterior, e em parte isso é compreensível. Mas é sempre importante lembrar que toda forma de preconceito é ignorante. Eu ainda por cima sou bem morena, tenho praticamente “brasileira” tatuado na testa, não tive como escapar dessa realidade. No começo me irritei muito, mas com o tempo fui adquirindo confiança e percebi que a forma como você se comporta faz toda diferença: com segurança e seriedade dá pra contornar bem essa realidade.

.RPM: Como funciona a relação ‘profissional X sentimental’ nessas horas? E como foi a decisão de voltar para o Brasil?

.Carol: Eu gosto de ter equilíbrio na minha vida, não vale a pena ser feliz só na profissão e não ter amigos, por exemplo. Quero ser uma ótima profissional, mas também uma boa madrinha, irmã, namorada, etc. E por isso voltei para o Brasil, para ir de encontro a essa minha filosofia.

.RPM: Na sua paixão pelo desenho você consegue passar uma forte identidade. Você prefere adaptar um trabalho ao seu estilo ou também se desliga e se adapta totalmente ao briefing?

.Carol: Acho que a a compreensão do seu próprio estilo e a adaptação dos seus trabalhos à ele vem naturalmente, com o tempo. Procuro tomar cuidado para não fazer coisas muito repetitivas e respeitar o briefing fornecido.

.RPM: o seu site pessoal é estruturado em inglês, mesmo trabalhando de novo no Brasil. Quais são as suas perspectivas sobre o Desing brasileiro e você ainda pensa na carreira internacional? Novos planos?

.Carol: Vamos por partes.

Escrever uma parte do site em inglês foi a forma que eu encontrei para que todos que o visitassem o entendessem um pouco.

Eu acho o Design Brasileiro muito criativo e espero que a profissão fique cada vez mais reconhecida e respeitada nacionalmente, e que nossas criações reflitam cada vez mais nossa realidade e cultura.

Sobre planos de novos trabalhos no exterior, a curto prazo só freelas.

.RPM: Uma de suas paixões é viajar e Floripa é um lugar maravilhoso. Poderia compartilhar algumas dicas de lugares e viagens?

.Carol: Nesse meu passeio pela Europa me apaixonei por 4 lugares: Barcelona, Berlim, Praga e Lisboa. Recomendo todas, são repletas de cultura, design, exposições e história. Floripa tem riquezas diferentes, como tranquilidade e muitas belezas naturais. Para quem quiser vir pra cá, recomendo um camarão em Santo Antônio seguido de um caldo de cana no Sambaqui.

.RPM: Você tem fluência em inglês e italiano. Como aprendeu estas línguas e valeu a pena? E como foi a escolha e qual será a próxima?

.Carol: Eu nunca fiz aula de inglês, mas tenho um bom domínio dessa língua. Talvez ter passado a infância inteira vendo seriados e ouvindo músicas em inglês ajudou. O italiano veio depois, aprendi pois sempre senti uma ligação com a Itália e com a cultura deles. Além disso, minha irmã Stella é formada em letras italiano, com certeza influenciou na minha escolha. Adoro estudar línguas, aprender sobre a origem delas, conhecer expressões. Minhas próximas aventuras são espanhol e latim.

.RPM: Qual é a trilha sonora que te acompanha nos momentos de inspiração? Poderia dar algumas dicas de músicas e outras artes?

.Carol: Eu geralmente me inspiro mais pelas letras das músicas que ouço do que pela melodia. Meu gosto é tão eclético que até tenho dificuldade em dar exemplos, depende do dia. Gosto de rock em geral, Architecture in Helsinki, Regina Spektor, Beatles, U2 e de músicas dos anos 80, aquelas beeem bregas.

.RPM: Para terminar, uma pergunta nada original… como você imagina que será a sua vida daqui 15 anos?

.Carol: Meu retorno a Floripa, assim como algumas decisões profissionais que tenho tomado, foi pensando em um futuro harmonioso, com tempo para os amigos, para família e profissão. Não quero ser uma daquelas pessoas que vive só para trabalhar, quero ter uma casa, cachorros e tempo para viajar. :)

Para conferir mais sobre o trabalho de Carol Rivello:

Fica o agradecimento pela grande atenção e respeito!

Desejando sempre muito sucesso e paz.

Que você conquiste tudo aquilo que sonha e continue sendo essa pessoa de alma leve e sorriso fácil.

Valeu Carol!

gringo, amigo?

Quando viajamos para um outro país deixamos para trás todos os nossos amigos, família e geralmente recomeçamos do zero o círculo de amizade.

Para quem vai estudar geralmente é mais fácil, porque escola é sempre um ótimo lugar para conhecer outras pessoas da mesma faixa de idade e interesse.

Mas gringo é tão amigo quanto um brasileiro? Afinal, boa parte deles têm fama de serem mais fechados. E realmente acontece assim muitas vezes.

Eu tive a sorte de conhecer muitos gringos que se tornaram irmãos! Basta saber respeitar a diferença da cultura e costumes. A dificuldade da língua também complica muitas vezes.

Muitíssimos brasileiros vão morar fora e só fazem amizade com outros brasileiros, não se comunicam quase nunca com estrangeiros. Outros evitam o máximo que podem os brasileiros para poderem aprender mais rápido outro idioma.

Eu, como sempre, era entre os dois extremos. Fiz muitos amigos brasileiros – porque na hora do perrengue e de conseguir emprego geralmente são eles que ajudam – e muitos gringos também.

Namorar uma gringa é outro conselho para quem quer pegar fluência mais rápido. Com o sério risco de acabar como eu, casado.

Faça sempre o maior número de contatos que puder. Não se feche, porque assim fechará também muitas portas. Faça amigos no mundo todo, que assim terá sempre uma referência por onde passar.

No mais, aceitei o convite para ser colunista no site Trilhas e Aventuras e já comecei a publicar alguns textos por lá! Vale a visita.

Grande abraço e muita paz!

Michel P. Zylberberg

Qual é a idade ideal para viajar?

Um dos assuntos que mais giram, em torno desse mundo de viagens e intercâmbios, é o da idade ideal para se jogar no mundo. Claro que depende de cada caso, mas generalizando dá para tirar algumas conclusões.

Basicamente são dois tipos de jovens que se aventuram, os que ainda estão cursando a faculdade e procuram alguma experiência fora e também melhorar uma segunda língua, e aqueles que formam e depois tentam ganhar experiência e currículo em outro país antes de entrar no mercado de trabalho.

Meu caso foi o segundo, mas ví muitas pessoas como o primeiro. E posso falar por experiência própria que ir cursando a faculdade é mais complicado.

Porque se você se dá bem, consegue juntar grana e que ficar mais, existirá sempre a pressão de voltar e se formar. E, muitas vezes, só de pensar na idéia já desanima. Vínculos são como algemas.

Ir formado tem suas vantagens, mas também evita que você entre o quanto antes no mercado e faça carreira. É uma outra escolha difícil, mas que deve ser bem pensada.

Se quiser viajar ainda mais jovem, por volta dos 15 anos, é importante também para o amadurecimento e o reforço de uma outra língua. Também tráz independência e responsabilidade.

Mas ainda existem outras faixas de idade. Vi muita gente que por volta dos 30 encheu o saco do trabalho no Brasil, vendeu o carro, juntou dinheiro e se jogou. E se deram bem. O problema é não conseguir emprego e voltar ao Brasil com o rabo entre as pernas.

Aqui na Europa é muito comum ver pessoas de idade viajando a turismo, afinal já se sacrificaram toda a vida e agora merecem aproveitar. Mas é um outro estilo, eu nunca poderia viver a vida toda esperando para aproveitar depois de aposentar. Se chegasse lá.

Acredito que como tudo na vida, existem vantagens e desvantagens, basta saber se trará alguma coisa de bom e se é realmente o que você quer.

Opiniões serão sempre bem-vindas, participe!

Valeu! Muita paz!

Michel P. Zylberberg

Pra que fumar?

Eu falo sempre de cerveja, é uma paixão. Mas nada de vício, aí passa a ser droga e faz mal.

Mas cada vez mais me pergunto porque as pessoas fumam. Provei, mas nunca vi vantagem alguma em engulir fumaça.

Acalma, emagrece, relaxa, faz companhia, passa o tempo… passa o tempo sim, passa bem mais rápido teu tempo de vida.

Não quero ser falso moralista ou dizer o que você tem que fazer ou não, mas continuarei insistindo até encontrar alguma vantagem.

Beber você fica bêbado, alegre, descontraído. Existe uma finalidade. E não bebe todos os dias, uma atrás da outra. Cigarro sim.

Acho que meu maior bloqueio com o cigarro veio de quando estava no hospital e no leito ao lado tinha um rapaz com efizema pulmonar e não parava de fumar nunca. Um cara por volta dos 30 anos, com três filhos. Já deve ter deixado os filhos órfãos faz tempo.

Outro amigo que no leito da UTI fez seu último pedido já sempre conseguir falar. Colocou a mão no bolso do cigarro e morreu com o cigarro na boca. Talvez feliz. Maldita nicotina.

Propaganda implacável. Só a Souza Cruz em 2002 ganhava R$ 1 bilhão, com 77,7% do mercado brasileiro.

E como me desespera ver todos os dias como fumam os jovens suíços. Em um lugar onde a qualidade de vida é invejável, se destróem sozinhos. Sozinhos não, porque os pais fumam também. Fumam todos, sou raridade.

Finalmente estão proibindo o fumo em lugares fechados, mas alguns ainda resistem. E não vou.

Felizmente sou uma excessão. Se você não é, faça o que quiser da sua vida. Ela é sua.

Fume, mas não solte fumaça na minha cara.

Michel P. Zylberberg