Archive for the 'entrevista' Category

Rapidinhas!

Antes de partir de viagem para Barcelona, resolvi passar com algumas “rapidinhas”!

1. Lutando contra meu computador que trava 300 vezes em 5 minutos, consegui fazer um vídeo da viagem de Mykonos! O post tem sido muito acessado, então quem quiser conferir 6 minutos do resumo do giro pela ilha basta ir no post original: Rodando uma semana por Mykonos – Grécia ou na página de vídeos do blog!

2. Assim que ví na internet o livro ‘Vale Tudo – O Som e a Fúria de Tim Maia’ (Nelson Motta, Editora Objetiva) fiquei desesperado para ler. Alguns dias atrás a minha irmã me trouxe do Brasil e não deu outra. Estou devorando as páginas com a mesma fúria que Tim devorava um ‘sonho’ na padaria! Estou até com pena de ler rápido e acabar, porque vale mesmo a pena! Pelo menos se você tiver um pouco de louco e de músico no sangue.

3. Acabei de ler e fazer as marcações também no guia de Barcelona! Têm muitas dicas legais para o blog quando voltar de viagem e organizar tudo por aqui! Obrigado também à Patricia de Camargo do blog Turomaquia pelas dicas!

4. Registrei o domínio e agora o blog pode ser acessado também pelo endereço: www.rodandopelomundo.com ! Em breve muitas outras novidades!

5. Chega, vou trabalhar um pouco :D

Valeu galera, muita paz e participem sempre!
Michel P. Zylberberg

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Entrevista com a Designer ‘Carol Rivello’

“Muita personalidade, simpatia e uma leve pitada de charme.
Um grande talento ‘Made in Brazil’!”

Assim poderia definir rapidamente a minha impressão dessa jovem designer mineira, que ainda criança foi morar em um paraíso mais conhecido como Florianópolis.

Carol Rivello, aos 22 anos já se formava em Design Gráfico, trabalhando como Diretora de Arte no Brasil e no exterior.

Na bagagem já conta também com experiência internacional, uma passagem pela J. Walter Thompson de Milão-Itália, trabalhando com clientes como Ferrè, Rolex, Yakult, Natuzzi e outros.

Adora música, comida, desenho e rodar pelo mundo!

Sempre gentil, aceitou a proposta para uma rápida entrevista escrita, que compartilho agora com vocês:

.Rodando pelo Mundo: Oi Carol! Em apenas três anos de formada, você já conquistou um grande espaço no complicado mundo do Design. Poderia falar um pouco de como rolou a escolha da profissão?

.Carol Rivello: Eu demorei um pouco a perceber que todas aquelas coisas que eu fazia desde criança (como ficar horas no computador desenhando fractais no logo, pintando no paint brush, ou então fazendo montagens no photoshop com fotos dos meus amigos) já eram indícios que eu tinha aptidão e paixão pela área. Cheguei a passar para Direito no vestibular, mas não cursei – para o desespero da minha família. Isso porque tinha lido sobre a profissão de Design em uma revista e me apaixonei. Fiz vestibular novamente, um ano depois, e tenho bastante orgulho dessa decisão que tomei.

.RPM: Como surgiu a oportunidade de trabalhar na Itália? Como foi trabalhar na área no exterior e como foi recebida e tratada pelos outros profissionais?

.Carol: A oportunidade na realidade não apareceu, eu fui atrás e batalhei bastante. Pedi demissão do meu antigo trabalho e fiquei um mês e meio organizando meu portifólio, fazendo aulas de italiano e correndo atrás do visto. Entrei em contato com algumas agências italianas daqui do Brasil, e chegando lá fiz entrevistas pessoalmente. Fui contratada na JWT, e só tenho coisas boas para falar de lá: todos me trataram muito bem, tiveram a maior paciência comigo, sem falar no nível profissional do lugar.

.RPM: O seu sobrenome é italiano, você tem o visto europeu? Se sim, o quanto é importante para quem quer trabalhar fora?

.Carol: Ainda não tenho o passaporte europeu mas pretendo voltar para a Itália ano que vem para dar entrada nele. É muito importante ter dupla cidadania, com ela você pode trabalhar em varios lugares da Europa, sem se preocupar com vistos, imigração, etc.

.RPM: Você foge completamente do esteriótipo social da mulher brasileira pelo mundo, rolou algum tipo de preconceito ou descriminação? Como isso pode mudar?

.Carol: Realmente as mulheres brasileiras são esteriotipadas de forma pejorativa no exterior, e em parte isso é compreensível. Mas é sempre importante lembrar que toda forma de preconceito é ignorante. Eu ainda por cima sou bem morena, tenho praticamente “brasileira” tatuado na testa, não tive como escapar dessa realidade. No começo me irritei muito, mas com o tempo fui adquirindo confiança e percebi que a forma como você se comporta faz toda diferença: com segurança e seriedade dá pra contornar bem essa realidade.

.RPM: Como funciona a relação ‘profissional X sentimental’ nessas horas? E como foi a decisão de voltar para o Brasil?

.Carol: Eu gosto de ter equilíbrio na minha vida, não vale a pena ser feliz só na profissão e não ter amigos, por exemplo. Quero ser uma ótima profissional, mas também uma boa madrinha, irmã, namorada, etc. E por isso voltei para o Brasil, para ir de encontro a essa minha filosofia.

.RPM: Na sua paixão pelo desenho você consegue passar uma forte identidade. Você prefere adaptar um trabalho ao seu estilo ou também se desliga e se adapta totalmente ao briefing?

.Carol: Acho que a a compreensão do seu próprio estilo e a adaptação dos seus trabalhos à ele vem naturalmente, com o tempo. Procuro tomar cuidado para não fazer coisas muito repetitivas e respeitar o briefing fornecido.

.RPM: o seu site pessoal é estruturado em inglês, mesmo trabalhando de novo no Brasil. Quais são as suas perspectivas sobre o Desing brasileiro e você ainda pensa na carreira internacional? Novos planos?

.Carol: Vamos por partes.

Escrever uma parte do site em inglês foi a forma que eu encontrei para que todos que o visitassem o entendessem um pouco.

Eu acho o Design Brasileiro muito criativo e espero que a profissão fique cada vez mais reconhecida e respeitada nacionalmente, e que nossas criações reflitam cada vez mais nossa realidade e cultura.

Sobre planos de novos trabalhos no exterior, a curto prazo só freelas.

.RPM: Uma de suas paixões é viajar e Floripa é um lugar maravilhoso. Poderia compartilhar algumas dicas de lugares e viagens?

.Carol: Nesse meu passeio pela Europa me apaixonei por 4 lugares: Barcelona, Berlim, Praga e Lisboa. Recomendo todas, são repletas de cultura, design, exposições e história. Floripa tem riquezas diferentes, como tranquilidade e muitas belezas naturais. Para quem quiser vir pra cá, recomendo um camarão em Santo Antônio seguido de um caldo de cana no Sambaqui.

.RPM: Você tem fluência em inglês e italiano. Como aprendeu estas línguas e valeu a pena? E como foi a escolha e qual será a próxima?

.Carol: Eu nunca fiz aula de inglês, mas tenho um bom domínio dessa língua. Talvez ter passado a infância inteira vendo seriados e ouvindo músicas em inglês ajudou. O italiano veio depois, aprendi pois sempre senti uma ligação com a Itália e com a cultura deles. Além disso, minha irmã Stella é formada em letras italiano, com certeza influenciou na minha escolha. Adoro estudar línguas, aprender sobre a origem delas, conhecer expressões. Minhas próximas aventuras são espanhol e latim.

.RPM: Qual é a trilha sonora que te acompanha nos momentos de inspiração? Poderia dar algumas dicas de músicas e outras artes?

.Carol: Eu geralmente me inspiro mais pelas letras das músicas que ouço do que pela melodia. Meu gosto é tão eclético que até tenho dificuldade em dar exemplos, depende do dia. Gosto de rock em geral, Architecture in Helsinki, Regina Spektor, Beatles, U2 e de músicas dos anos 80, aquelas beeem bregas.

.RPM: Para terminar, uma pergunta nada original… como você imagina que será a sua vida daqui 15 anos?

.Carol: Meu retorno a Floripa, assim como algumas decisões profissionais que tenho tomado, foi pensando em um futuro harmonioso, com tempo para os amigos, para família e profissão. Não quero ser uma daquelas pessoas que vive só para trabalhar, quero ter uma casa, cachorros e tempo para viajar. :)

Para conferir mais sobre o trabalho de Carol Rivello:

Fica o agradecimento pela grande atenção e respeito!

Desejando sempre muito sucesso e paz.

Que você conquiste tudo aquilo que sonha e continue sendo essa pessoa de alma leve e sorriso fácil.

Valeu Carol!