Archive for the 'design' Category

embarque nessa você também!!!

COMEMORANDO 1 ANO DE BLOG:

[YouTube=http://br.youtube.com/watch?v=ZDBBvQE66NA]

UMA HOMENAGEM AOS LOUCOS RODANDO PELO MUNDO!!!

O BLOG ESTÁ TAMBÉM DE CARA NOVA E MAIS ESTRUTURADO.. MAS EU CONTINUO O MESMO LIXO!

VALEU PELA FORÇA GALERA, MUITOS ANOS RODANDO PELO MUNDO AINDA VIRÃO!!!

PAZ!!! MICHEL

* o vídeozinho é uma propaganda que rola na net do site x-travel.nl, mas pirei e resolvi ‘roubar’ a idéia!

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Valeu Guga!!!

Quase um mês chovendo quase todos os dias aqui… e mesmo não gostando de televisão, muitas vezes não resta outra opção.

E ontem – em uma das intermináveis mudanças de canal – acabei encontrando a transmissão da partida de despedida do Guga.

Pensei em prestar a minha humilde homenagem, já que o considero um cara batalhador e de certa forma um retrato do Brasil.

Jeitão de moleque, alma leve e uma grandíssima conquista em um esporte que nunca foi e nem nunca será unanimidade no nosso país.

E ele é como o povo brasileiro, que mesmo tendo que enfrentar milhares de dificuldades, sempre consegue se destacar. Levando ao mundo o nosso carisma e força.

Guga me lembra também futebol e surf. É como um jogador driblador ou um surfista desencanado.

Sempre cercado de belas mulheres e pessoas do bem, como Larri Passos (que conheci pessoalmente durante a Copa do Mundo de 2006).

São exemplos assim que dão força ao esporte nacional, mesmo em um esporte elitista como o tênis.

Seu irmão Guilherme* é Portador de Deficiência Física e Mental e o carinho sempre demonstrado por Guga é mais uma prova de que ele ainda poderá ajudar muita gente no seu novo e longo caminho longe das quadras.

E, como dizia a transmissão ontem, agora ele poderá se dedicar mais ao seu Instituto Guga Kuerten, presidido pela mãe Alice.

“Sou mané da Ilha toda
Sou mané do mundo inteiro
Sou da Joaquina
Sou do “Havaí”
Nas quadras do mundo
Sou feliz”

[Guga (Manezinho da Ilha) – Banda Cavalinho]

Valeu manezinho da Ilha!!! Valeu Guga!!!

Boa semana galera!!!

PAZ, Michel

* Obrigado Junior Ibagy pela informação de que infelizmente o irmão de Guga já faleceu, desculpem pelo anterior erro.

Entrevista com a Designer ‘Carol Rivello’

“Muita personalidade, simpatia e uma leve pitada de charme.
Um grande talento ‘Made in Brazil’!”

Assim poderia definir rapidamente a minha impressão dessa jovem designer mineira, que ainda criança foi morar em um paraíso mais conhecido como Florianópolis.

Carol Rivello, aos 22 anos já se formava em Design Gráfico, trabalhando como Diretora de Arte no Brasil e no exterior.

Na bagagem já conta também com experiência internacional, uma passagem pela J. Walter Thompson de Milão-Itália, trabalhando com clientes como Ferrè, Rolex, Yakult, Natuzzi e outros.

Adora música, comida, desenho e rodar pelo mundo!

Sempre gentil, aceitou a proposta para uma rápida entrevista escrita, que compartilho agora com vocês:

.Rodando pelo Mundo: Oi Carol! Em apenas três anos de formada, você já conquistou um grande espaço no complicado mundo do Design. Poderia falar um pouco de como rolou a escolha da profissão?

.Carol Rivello: Eu demorei um pouco a perceber que todas aquelas coisas que eu fazia desde criança (como ficar horas no computador desenhando fractais no logo, pintando no paint brush, ou então fazendo montagens no photoshop com fotos dos meus amigos) já eram indícios que eu tinha aptidão e paixão pela área. Cheguei a passar para Direito no vestibular, mas não cursei – para o desespero da minha família. Isso porque tinha lido sobre a profissão de Design em uma revista e me apaixonei. Fiz vestibular novamente, um ano depois, e tenho bastante orgulho dessa decisão que tomei.

.RPM: Como surgiu a oportunidade de trabalhar na Itália? Como foi trabalhar na área no exterior e como foi recebida e tratada pelos outros profissionais?

.Carol: A oportunidade na realidade não apareceu, eu fui atrás e batalhei bastante. Pedi demissão do meu antigo trabalho e fiquei um mês e meio organizando meu portifólio, fazendo aulas de italiano e correndo atrás do visto. Entrei em contato com algumas agências italianas daqui do Brasil, e chegando lá fiz entrevistas pessoalmente. Fui contratada na JWT, e só tenho coisas boas para falar de lá: todos me trataram muito bem, tiveram a maior paciência comigo, sem falar no nível profissional do lugar.

.RPM: O seu sobrenome é italiano, você tem o visto europeu? Se sim, o quanto é importante para quem quer trabalhar fora?

.Carol: Ainda não tenho o passaporte europeu mas pretendo voltar para a Itália ano que vem para dar entrada nele. É muito importante ter dupla cidadania, com ela você pode trabalhar em varios lugares da Europa, sem se preocupar com vistos, imigração, etc.

.RPM: Você foge completamente do esteriótipo social da mulher brasileira pelo mundo, rolou algum tipo de preconceito ou descriminação? Como isso pode mudar?

.Carol: Realmente as mulheres brasileiras são esteriotipadas de forma pejorativa no exterior, e em parte isso é compreensível. Mas é sempre importante lembrar que toda forma de preconceito é ignorante. Eu ainda por cima sou bem morena, tenho praticamente “brasileira” tatuado na testa, não tive como escapar dessa realidade. No começo me irritei muito, mas com o tempo fui adquirindo confiança e percebi que a forma como você se comporta faz toda diferença: com segurança e seriedade dá pra contornar bem essa realidade.

.RPM: Como funciona a relação ‘profissional X sentimental’ nessas horas? E como foi a decisão de voltar para o Brasil?

.Carol: Eu gosto de ter equilíbrio na minha vida, não vale a pena ser feliz só na profissão e não ter amigos, por exemplo. Quero ser uma ótima profissional, mas também uma boa madrinha, irmã, namorada, etc. E por isso voltei para o Brasil, para ir de encontro a essa minha filosofia.

.RPM: Na sua paixão pelo desenho você consegue passar uma forte identidade. Você prefere adaptar um trabalho ao seu estilo ou também se desliga e se adapta totalmente ao briefing?

.Carol: Acho que a a compreensão do seu próprio estilo e a adaptação dos seus trabalhos à ele vem naturalmente, com o tempo. Procuro tomar cuidado para não fazer coisas muito repetitivas e respeitar o briefing fornecido.

.RPM: o seu site pessoal é estruturado em inglês, mesmo trabalhando de novo no Brasil. Quais são as suas perspectivas sobre o Desing brasileiro e você ainda pensa na carreira internacional? Novos planos?

.Carol: Vamos por partes.

Escrever uma parte do site em inglês foi a forma que eu encontrei para que todos que o visitassem o entendessem um pouco.

Eu acho o Design Brasileiro muito criativo e espero que a profissão fique cada vez mais reconhecida e respeitada nacionalmente, e que nossas criações reflitam cada vez mais nossa realidade e cultura.

Sobre planos de novos trabalhos no exterior, a curto prazo só freelas.

.RPM: Uma de suas paixões é viajar e Floripa é um lugar maravilhoso. Poderia compartilhar algumas dicas de lugares e viagens?

.Carol: Nesse meu passeio pela Europa me apaixonei por 4 lugares: Barcelona, Berlim, Praga e Lisboa. Recomendo todas, são repletas de cultura, design, exposições e história. Floripa tem riquezas diferentes, como tranquilidade e muitas belezas naturais. Para quem quiser vir pra cá, recomendo um camarão em Santo Antônio seguido de um caldo de cana no Sambaqui.

.RPM: Você tem fluência em inglês e italiano. Como aprendeu estas línguas e valeu a pena? E como foi a escolha e qual será a próxima?

.Carol: Eu nunca fiz aula de inglês, mas tenho um bom domínio dessa língua. Talvez ter passado a infância inteira vendo seriados e ouvindo músicas em inglês ajudou. O italiano veio depois, aprendi pois sempre senti uma ligação com a Itália e com a cultura deles. Além disso, minha irmã Stella é formada em letras italiano, com certeza influenciou na minha escolha. Adoro estudar línguas, aprender sobre a origem delas, conhecer expressões. Minhas próximas aventuras são espanhol e latim.

.RPM: Qual é a trilha sonora que te acompanha nos momentos de inspiração? Poderia dar algumas dicas de músicas e outras artes?

.Carol: Eu geralmente me inspiro mais pelas letras das músicas que ouço do que pela melodia. Meu gosto é tão eclético que até tenho dificuldade em dar exemplos, depende do dia. Gosto de rock em geral, Architecture in Helsinki, Regina Spektor, Beatles, U2 e de músicas dos anos 80, aquelas beeem bregas.

.RPM: Para terminar, uma pergunta nada original… como você imagina que será a sua vida daqui 15 anos?

.Carol: Meu retorno a Floripa, assim como algumas decisões profissionais que tenho tomado, foi pensando em um futuro harmonioso, com tempo para os amigos, para família e profissão. Não quero ser uma daquelas pessoas que vive só para trabalhar, quero ter uma casa, cachorros e tempo para viajar. :)

Para conferir mais sobre o trabalho de Carol Rivello:

Fica o agradecimento pela grande atenção e respeito!

Desejando sempre muito sucesso e paz.

Que você conquiste tudo aquilo que sonha e continue sendo essa pessoa de alma leve e sorriso fácil.

Valeu Carol!

Qual é a idade ideal para viajar?

Um dos assuntos que mais giram, em torno desse mundo de viagens e intercâmbios, é o da idade ideal para se jogar no mundo. Claro que depende de cada caso, mas generalizando dá para tirar algumas conclusões.

Basicamente são dois tipos de jovens que se aventuram, os que ainda estão cursando a faculdade e procuram alguma experiência fora e também melhorar uma segunda língua, e aqueles que formam e depois tentam ganhar experiência e currículo em outro país antes de entrar no mercado de trabalho.

Meu caso foi o segundo, mas ví muitas pessoas como o primeiro. E posso falar por experiência própria que ir cursando a faculdade é mais complicado.

Porque se você se dá bem, consegue juntar grana e que ficar mais, existirá sempre a pressão de voltar e se formar. E, muitas vezes, só de pensar na idéia já desanima. Vínculos são como algemas.

Ir formado tem suas vantagens, mas também evita que você entre o quanto antes no mercado e faça carreira. É uma outra escolha difícil, mas que deve ser bem pensada.

Se quiser viajar ainda mais jovem, por volta dos 15 anos, é importante também para o amadurecimento e o reforço de uma outra língua. Também tráz independência e responsabilidade.

Mas ainda existem outras faixas de idade. Vi muita gente que por volta dos 30 encheu o saco do trabalho no Brasil, vendeu o carro, juntou dinheiro e se jogou. E se deram bem. O problema é não conseguir emprego e voltar ao Brasil com o rabo entre as pernas.

Aqui na Europa é muito comum ver pessoas de idade viajando a turismo, afinal já se sacrificaram toda a vida e agora merecem aproveitar. Mas é um outro estilo, eu nunca poderia viver a vida toda esperando para aproveitar depois de aposentar. Se chegasse lá.

Acredito que como tudo na vida, existem vantagens e desvantagens, basta saber se trará alguma coisa de bom e se é realmente o que você quer.

Opiniões serão sempre bem-vindas, participe!

Valeu! Muita paz!

Michel P. Zylberberg

Depois de um dez, vem sempre um zero!

Uma das mais marcantes lições do meu grande pai foi a que intitula este post.

Ele me falou, após eu ter feito um tiro perfeito no ‘dez’ do alvo: “Depois de um dez, vem sempre um zero!”

E nunca precisou repetir, pois aprendi a lição para nunca mais esquecer. Nem sequer acertei o alvo no tiro seguinte, zero.

E funciona para qualquer coisa da vida, inclusive para o Flamengo ontem. O qual, depois de ganhar o Carioca 2008, foi vergonhosamente eliminado pelo fraco América do México em pleno Maraca.

A ressaca ainda não tinha passado e o oba-oba era grande. Não deu outra. Nunca menosprese nada nem ninguém.

Mas fica a lição para quem ainda não tinha aprendido. Ao invés de marcar uma geração vencedora, da noite para o dia viraram mais um fracasso.

Eu lembro que quando moleque era o único que andava com a camisa do Flamengo na escola após uma derrota, e todos surpreendidos diziam: ‘você é realmente um torcedor!’

Não quero ficar falando de futebol, já que o assunto é lição de vida, mas o exemplo caiu como uma luva para o momento.

Quando você estiver feliz por ter feito um dez, uma coisa extraordinária, pode esperar por alguma merda.

É como dar uma tacada perfeita na sinuca e logo depois errar a bola branca. O mesmo ego que voa é aquele que cai bruscamente.

Se você leu este post, talvez se lembre disso quando acontecer com você ou algum conhecido ou até mesmo desconhecido. Ou perceba que já tenha acontecido alguma vez.

Porque não interessa o quanto grande foi teu feito, você sempre ficará marcado pelos teus maiores erros.

Ronaldo que o diga.

Rodando pelo mundo da música

Não toco nada bem, mas faço barulho. Não me envergonho de tentar, mas geralmente música está no sangue. No meu não.

Mas para ouvir uma boa música não precisa de nada em especial. E com o tempo fui aprendendo ritmos e gostando dos mais variados tipos de sons.

E resolvi compartilhar com vocês algumas da minhas bandas e artistas favoritos que conheci rodando esse mundo muito louco!

Vou apenas citar rapidamente as mais carimbadas como Bob Marley, Led Zeppelin, Pink Floyd, Jack Johnson e The Doors porque dispensam apresentação.

Das brasucas: Chico Buarque, Natiruts, ‘rock brasília’, MPB em geral. Pagode e samba também, claro.

Partindo para algumas mais desconhecidas, destaque para:

Donavon Frankenreiter: Bicho-grilo californiano, parceiro de Jack Johnson e Ben Harper, sobrenome complicado e música leve, para relaxar a alma. “Eu tenho falado para as pessoas que me perguntam ‘por que você não escreve músicas depressivas?’ Claro, eu tenho dias ruins como todo mundo, mas geralmente, eu me sinto privilegiado. Quando eu pego o meu violão, eu me sinto bem. Isto me faz querer abrir uma garrafa de vinho e fazer a festa, e isso é o que eu gostaria que as pessoas sentissem ao ouvirem a minha música.” (Donavon)

The Beautiful Girls: Ainda no estilo surf music, essa banda australiana traz qualidade em todas as músicas, fazendo um som original e que não canso de ouvir.

Groundation: Outra banda californiana, mas de reggae roots e influenciada pro jazz e dub. Indicada pelo meu amigo Fernando Bittar, não saiu mais do meu toca discos!

Lenine: Osvaldo Lenine Macedo Pimentel, esse recifense está ganhando cada vez mais espaço na música brasileira. Estilo particular, personalidade forte. Não tinha ouvido bem antes, mas fora do Brasil valorizamos muito mais o nosso ‘produto nacional’. Site oficial interessante.

311 (“three eleven”): formada em 1988 em Omaha, Nebraska. Salada músical de qualidade entre rap, hip-hop, rock alternativo, reggae, rapcore, ragga e funk. Destaque para a carro-chefe “Amber”.

Blues Etílicos: 20 anos de estrada 10 CDs lançados fazem dessa a maior banda de blues brasileira! Cantando em inglês ou português, homenagiando Raulzito ou Muddy Waters, é outra banda que está sempre no shuffle.

E para confirmar a minha natureza eclética: “Vocês riem de mim porque sou diferente… eu rio de vocês porque são todos iguais” (Bob Marley)

Espero dicas também! Bom fim de semana galera!!!

Positive vibrations!

Valeu, Michel P. Zylberberg

Pra que fumar?

Eu falo sempre de cerveja, é uma paixão. Mas nada de vício, aí passa a ser droga e faz mal.

Mas cada vez mais me pergunto porque as pessoas fumam. Provei, mas nunca vi vantagem alguma em engulir fumaça.

Acalma, emagrece, relaxa, faz companhia, passa o tempo… passa o tempo sim, passa bem mais rápido teu tempo de vida.

Não quero ser falso moralista ou dizer o que você tem que fazer ou não, mas continuarei insistindo até encontrar alguma vantagem.

Beber você fica bêbado, alegre, descontraído. Existe uma finalidade. E não bebe todos os dias, uma atrás da outra. Cigarro sim.

Acho que meu maior bloqueio com o cigarro veio de quando estava no hospital e no leito ao lado tinha um rapaz com efizema pulmonar e não parava de fumar nunca. Um cara por volta dos 30 anos, com três filhos. Já deve ter deixado os filhos órfãos faz tempo.

Outro amigo que no leito da UTI fez seu último pedido já sempre conseguir falar. Colocou a mão no bolso do cigarro e morreu com o cigarro na boca. Talvez feliz. Maldita nicotina.

Propaganda implacável. Só a Souza Cruz em 2002 ganhava R$ 1 bilhão, com 77,7% do mercado brasileiro.

E como me desespera ver todos os dias como fumam os jovens suíços. Em um lugar onde a qualidade de vida é invejável, se destróem sozinhos. Sozinhos não, porque os pais fumam também. Fumam todos, sou raridade.

Finalmente estão proibindo o fumo em lugares fechados, mas alguns ainda resistem. E não vou.

Felizmente sou uma excessão. Se você não é, faça o que quiser da sua vida. Ela é sua.

Fume, mas não solte fumaça na minha cara.

Michel P. Zylberberg